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Estudos divergem sobre como o treino afeta as bactérias do intestino
Saúde

Estudos divergem sobre como o treino afeta as bactérias do intestino

Pesquisas apontam possíveis mudanças na microbiota, mas ainda não definem exercício, intensidade ou frequência ideais para a saúde intestinal.

A relação entre atividade física e microbiota intestinal ainda não tem uma resposta única. Pesquisas analisadas em 2026 encontraram resultados diferentes, e não há uma modalidade ou quantidade de treino que possa ser indicada como fórmula para melhorar o intestino.

A microbiota reúne trilhões de microrganismos, principalmente bactérias, que vivem no sistema digestivo. Eles participam da digestão, do metabolismo e da interação com o sistema imunológico. Entre os pontos observados pelos pesquisadores está a diversidade microbiana, que indica a variedade desses organismos.

Essa diversidade, porém, não pode ser tratada automaticamente como sinônimo de saúde. A composição considerada favorável pode mudar de uma pessoa para outra, e ainda não existe uma lista universal de bactérias capaz de definir se o intestino é saudável.

Resultados diferentes

Uma revisão sistemática publicada no International Journal of Sports Medicine em 2026 encontrou evidências de alterações na microbiota associadas ao exercício. Os autores também destacaram a heterogeneidade dos estudos em humanos e limitações na literatura disponível.

Outra revisão, mais recente e focada em ensaios clínicos randomizados, avaliou situações em que o exercício era a única intervenção. Nesse cenário, não foi observada mudança significativa na diversidade alfa da microbiota.

Uma análise de estudos com adultos mais velhos encontrou aumento de alguns indicadores de diversidade após programas de exercício. O resultado apareceu com mais força em atividades de intensidade moderada, mas os pesquisadores apontaram a necessidade de estudos longitudinais para confirmar a conclusão.

Intensidade e rotina

A intensidade é um dos fatores que podem influenciar as respostas do organismo. Exercícios moderados foram associados a algumas mudanças na diversidade e na presença de determinados microrganismos. Já treinos muito intensos podem provocar respostas diferentes, principalmente em pessoas que ainda não estão adaptadas.

Atividades prolongadas e de alta intensidade também podem aumentar o estresse fisiológico e causar alterações temporárias na permeabilidade intestinal. Em pessoas não adaptadas, isso pode vir acompanhado de náusea, cólicas, urgência para evacuar ou desconforto abdominal durante provas longas.

Alimentação, sono, composição corporal e gasto energético dificultam a separação entre o efeito do treino e o de outros hábitos. Fibras, variedade de alimentos, ultraprocessados e padrão alimentar também interferem na composição e na atividade dos microrganismos.

Caminhada, corrida, ciclismo, natação, musculação e outras atividades podem fazer parte de uma rotina saudável. A resposta do intestino provavelmente depende da combinação entre intensidade, duração, frequência, alimentação, condicionamento e características individuais.

A atividade física pode contribuir para a saúde, mas não há base para afirmar que uma modalidade cure problemas intestinais ou substitua avaliação e tratamento diante de uma doença. A pesquisa ainda não mostra quais mudanças microbianas causam benefícios nem se alterar uma bactéria específica melhora a saúde. Por isso, construir uma rotina sustentável e cuidar do conjunto de hábitos continua sendo mais importante do que buscar um treino específico para a microbiota.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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