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Mais passos ajudam, mas não anulam os efeitos de ficar sentado
Esportes

Mais passos ajudam, mas não anulam os efeitos de ficar sentado

Estudo relaciona mais movimento diário a menor risco de doenças, mas aponta que caminhar não compensa totalmente longos períodos parado.

Ficar sentado por muitas horas foi associado a maior risco de problemas como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, doença renal, apneia do sono e depressão. Ao mesmo tempo, o aumento da quantidade de passos apareceu relacionado a uma redução do risco de várias dessas condições.

Publicado em 2026 na revista Nature Communications, o estudo avaliou dados de acelerômetros presentes em dispositivos Fitbit usados por participantes do All of Us Research Program, dos Estados Unidos. A análise reuniu mais de 13 milhões de dias de observação, considerando os períodos de sedentarismo e o número de passos registrados.

Quantos passos podem ajudar?

Em uma das comparações, os pesquisadores observaram pessoas que permaneciam aproximadamente 14 horas por dia em comportamento sedentário e outras que ficavam cerca de oito horas nessa condição. Para obesidade, hipertensão e diabetes, a quantidade adicional associada à redução de parte do risco ficou entre aproximadamente 1.700 e 5.500 passos por dia.

O resultado não indica a existência de uma meta universal capaz de neutralizar todos os efeitos de passar muito tempo sentado. O estudo apontou que nenhum volume de passos eliminou completamente a relação entre o sedentarismo prolongado e alguns problemas cardiovasculares, como doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca.

Por isso, caminhar mais deve vir junto de outras mudanças: interromper períodos longos sentado, fazer pausas ativas, praticar exercícios estruturados e manter uma rotina frequente de atividade física. Caminhar durante ligações, levantar ao longo do dia, escolher trajetos a pé quando possível e andar depois das refeições são algumas formas de acumular movimento.

Movimento diário e exercício têm funções diferentes

A caminhada pode contribuir para reduzir o tempo parado, aumentar o gasto energético e melhorar a saúde geral. Ela, porém, não substitui automaticamente atividades voltadas a objetivos específicos. O treino para força, por exemplo, exige musculação; o desempenho esportivo depende de exercícios próprios da modalidade; e a capacidade cardiovascular requer estímulos na intensidade adequada.

A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa para adultos, além de exercícios de fortalecimento muscular em dois ou mais dias da semana.

A orientação central é diminuir o tempo sem movimento e criar mais oportunidades para levantar e caminhar. Para quem passa oito, dez ou mais horas sentado, começar com pequenas caminhadas pode ser uma alternativa antes de avançar para treinos mais intensos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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