O pirarucu pode passar dos dois metros e chegar a 200 quilos. Apesar do tamanho, a escolha do peixe pede atenção à origem, já que a espécie é predadora e pode acumular mais mercúrio, como outros animais do topo da cadeia alimentar.
Nos cortes mais comuns, como lombo e cauda, 100 gramas do peixe cru têm perto de 18 gramas de proteína e pouco mais de 1 grama de gordura. A carne é firme, branca e quase sem espinhas. Pode ser grelhada, assada, preparada em ensopados ou usada em moqueca.
A ventrecha, parte da barriga, concentra mais gordura e sabor. Já o pirarucu não deve ser visto como uma fonte relevante de ômega 3. Para obter esse nutriente, a indicação é recorrer a sardinha, salmão e cavalinha.
Atenção ao peixe seco e salgado
A versão conhecida como bacalhau da Amazônia tem muito sódio. Antes do preparo, é recomendado deixar o peixe de molho e trocar a água várias vezes, principalmente no caso de pessoas com pressão alta.
Manejo ajudou na recuperação
Nos anos 1990, a pesca sem controle quase acabou com o pirarucu. A recuperação começou com o manejo comunitário na Reserva Mamirauá, no Amazonas. Ribeirinhos passaram a contar os peixes nos lagos, respeitar o período de reprodução e retirar apenas parte dos adultos maiores.
Nas áreas manejadas, a população voltou a crescer, enquanto milhares de famílias passaram a obter renda sem derrubar a floresta. A orientação é preferir pescado de manejo sustentável ou de criação regularizada, sempre com origem identificada. Peixe muito barato e sem procedência deve ser visto com desconfiança.
Grávidas, lactantes e crianças devem variar os tipos de peixe e conversar com o nutricionista sobre a frequência. Para quem vive no Centro-Sul, o congelado de boa procedência é uma opção segura e prática. O pirarucu pode entrar no cardápio duas vezes por mês como forma de variar a alimentação.








