O ovo pode fazer parte da alimentação de pessoas saudáveis sem aumentar o risco cardiovascular, segundo a nutricionista Renata Magalhães. O colesterol da gema, afirma a profissional, tem impacto limitado no organismo quando analisado dentro do padrão alimentar completo.
A preocupação maior está em dietas com muitos alimentos ricos em gordura saturada. Por isso, o efeito da refeição depende também dos acompanhamentos: combinar o ovo com legumes, frutas e pão integral é diferente de servi-lo com bacon, linguiça e queijos muito gordurosos.
Preparo muda o resultado
Renata recomenda versões cozidas, pochê ou feitas em frigideira antiaderente. Preparações fritas devem ser evitadas por concentrarem muita gordura. A nutricionista alerta que trocar uma carne mais gordurosa por ovo frito pode não representar uma mudança significativa na qualidade da refeição.
O alimento reúne proteínas de alta qualidade, aminoácidos essenciais, vitaminas A e do complexo B, fósforo e selênio. Esses nutrientes podem contribuir para a saciedade e ajudar a reduzir o apetite ao longo do dia, especialmente no café da manhã. Ainda assim, a especialista diz que o ovo não deve ser a única opção para alcançar as metas de proteínas.
Atenção ao colesterol alto
Pessoas que já têm colesterol elevado não precisam retirar o ovo do cardápio. Nesse caso, Renata orienta ajustar a frequência para três a cinco unidades por semana e variar as fontes de proteína.
Também é necessário reduzir o consumo geral de frituras, carnes com muita gordura, embutidos e manteiga. A alimentação deve equilibrar carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais e gorduras.
Entre as alternativas ao ovo, a nutricionista cita queijos magros, frango, peixes, feijões, grão de bico e soja. Ela também alerta que aumentar demais o consumo diário para ganhar massa muscular é um erro comum. “O ideal é ter uma variedade na alimentação”, explica Renata Magalhães, professora do Centro Universitário Braz Cubas.








