A cenoura pode entrar em saladas, sopas, arroz, omeletes e diferentes receitas. Para o nutricionista Diego Righi, alternar entre as formas de preparo é uma maneira prática de aumentar a presença de vegetais na alimentação.
O alimento ganhou atenção na Noruega depois que a paixão de Erling Haaland fez o consumo de cenoura crescer 25%. Segundo Diego, a hortaliça também pode ser usada por quem tem dificuldade de incluir legumes no dia a dia: basta misturá-la a preparações já presentes na rotina, como carne moída, frango desfiado, molhos e omeletes.
Crua, cozida ou assada
A cenoura pode ser consumida crua, ralada, cozida, refogada ou assada. Também pode ser adicionada a ensopados e outras receitas. O nutricionista afirma que as duas primeiras opções são interessantes, mas o cozimento pode mudar a estrutura do alimento e facilitar o aproveitamento de parte dos carotenoides pelo organismo.
Uma estratégia é combinar a cenoura com uma pequena quantidade de gordura, como azeite, abacate, castanhas ou sementes. Esses compostos são lipossolúveis, e a presença de gordura na refeição pode favorecer sua absorção.
Nutrientes presentes
A hortaliça contém betacaroteno, alfa-caroteno e luteína. Parte do betacaroteno pode ser convertida em vitamina A, nutriente associado à manutenção da visão, da pele, das mucosas e do funcionamento adequado do sistema imunológico.
A cenoura também fornece fibras, que ajudam no funcionamento intestinal e na saciedade, além de potássio. Diego, professor de nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, ressalta que esses compostos não tornam o alimento medicinal.
“Seus benefícios estão inseridos no contexto de uma alimentação variada”, afirma o nutricionista. A orientação é variar os preparos e escolher formas que tornem o consumo de vegetais mais frequente e sustentável.








