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William Murad deve assumir interinamente o comando da Polícia Federal
Foto: William Marcel Murad Marcos Oliveira/Agência Senado
Política

William Murad deve assumir interinamente o comando da Polícia Federal

Diretor-executivo da PF, delegado tem mais de 20 anos na corporação e formação em direito pela USP.

O delegado William Marcel Murad deve assumir temporariamente a direção-geral da Polícia Federal após o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira (8).

Murad ocupava o cargo de diretor-executivo da corporação e era considerado o segundo nome na hierarquia da PF. Com a saída temporária de Andrei, ele passa a ser o substituto interino no comando da instituição.

Formação e carreira

Formado em direito pela Universidade de São Paulo, William Murad entrou na Polícia Federal em 2002. No primeiro ano de atuação, concluiu o Curso de Formação Profissional da Academia Nacional de Polícia como o primeiro colocado da turma.

O delegado também fez uma especialização em Inteligência Antidrogas, em Lima, no Peru, e tem formação na FBI National Academy, em Virgínia, nos Estados Unidos, concluída em 2010. Ao todo, são mais de 20 anos de trabalho na corporação.

Afastamento na PF

Além de Andrei Rodrigues, Mendonça determinou o afastamento de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF. O ministro também mandou a Polícia Federal investigar os fatos e suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados à análise de atos praticados no exercício de determinadas funções constitucionais.

A decisão foi tomada depois de pedidos do partido Novo para afastar e prender Andrei. No documento, Mendonça afirmou que ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos da Inteligência da PF e classificou como de “superlativa gravidade e ilicitude” a produção dos relatórios divulgados por Moraes.

O afastamento de Andrei e Almada foi levado ao plenário do STF. O ministro Gilmar Mendes pediu vista para analisar o caso, suspendendo o julgamento. Luiz Fux e Nunes Marques já haviam antecipado os votos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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