A análise sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes foi suspensa no Supremo Tribunal Federal após um pedido de vista. O julgamento desta terça-feira (15) terminou antes que os ministros examinassem o mérito do caso.
A sessão ficou concentrada na questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O decano propôs que o processo contra Moraes fosse analisado junto à ação que aponta irregularidades na atuação de André Mendonça, marcada para a próxima semana. Ele também defendeu a redistribuição da relatoria.
Gilmar argumentou que Edson Fachin, presidente do STF, não poderia ter assumido o processo, que estava sob responsabilidade de Mendonça. Na votação, o Supremo formou placar de 4 a 3 para rejeitar a questão de ordem.
Críticas no Senado
Durante audiência da Comissão de Direitos Humanos do Senado sobre a crise do STF, Damares Alves (Republicanos-DF) criticou o encerramento da sessão sem uma decisão sobre o caso. “O Brasil parou esperando resposta, e eles encerram a sessão sem resposta”, afirmou.
A senadora também tentou diferenciar Moraes de Mendonça. Segundo Damares, as condutas dos dois ministros são diferentes e não haveria, no caso de Mendonça, contrato em nome da esposa com um corrupto preso nem orientação a um bandido no dia da prisão.
Carlos Portinho (RJ), líder do PL no Senado, classificou o adiamento como lamentável e defendeu uma reforma no Poder Judiciário. Para ele, é necessário restabelecer as instituições e fazer uma reforma do STF.
Com a suspensão, o ministro Dino tem até 90 dias para devolver o processo ao julgamento.








