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Lula acusa André Mendonça de usar cargo no STF para fazer política
Política

Lula acusa André Mendonça de usar cargo no STF para fazer política

Presidente também defendeu que ações sobre Mendonça e Moraes sejam julgadas juntas e comentou eleições, ONU e condenados pelo 8 de janeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça usa o cargo de relator para fazer política. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia.

Lula acusou Mendonça de fazer denúncias seletivas e divulgar apenas informações de seu interesse. O presidente não detalhou quais seriam os casos mencionados.

Ao comentar Alexandre de Moraes, Lula disse que o ministro deve responder caso tenha cometido irregularidades no contrato do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. Ao mesmo tempo, afirmou que Moraes é alvo do bolsonarismo por ter defendido a democracia nas eleições de 2022 e no julgamento da tentativa de golpe de Estado.

“Se o Alexandre de Moraes cometeu um erro no contrato, é uma decisão da Suprema Corte e ele terá que pagar”, declarou Lula.

Crise no Supremo

O presidente defendeu, pela primeira vez publicamente, a junção das ações que analisam as condutas de Mendonça e Moraes. O STF está dividido sobre o tema. Uma questão de ordem proposta por Gilmar Mendes deixou o placar em 4×3 a favor da separação dos processos, enquanto um pedido de vista de Flávio Dino pode empatar a votação.

Lula também voltou a defender uma reforma do Judiciário, com mandato para ministros do Supremo. Para ele, os magistrados devem servir à sociedade e não usar o cargo em benefício próprio.

Sobre a eleição presidencial, Lula disse não acreditar que a crise no STF seja o único fator capaz de mudar os rumos da disputa. Ele defendeu que eventuais denúncias envolvendo integrantes do tribunal sejam analisadas no mesmo período, antes das eleições.

ONU e condenados pelo 8 de janeiro

Lula afirmou que seu discurso na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas tratará da economia global, das guerras, da falta de lideranças e da pouca representatividade do Conselho de Segurança. O presidente também disse que pretende conversar com Donald Trump depois do discurso e pedir que não haja interferência americana na eleição presidencial brasileira.

Sobre os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Lula afirmou que eles devem cumprir as penas, embora a decisão final caiba ao STF após o Congresso Nacional derrubar o veto integral ao PL da Dosimetria. “Ninguém pode ser preso eternamente”, disse o presidente, ao afirmar que a Suprema Corte pode mudar decisões anteriores.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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