O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não foi identificado nenhum indício concreto de interferência estrangeira nas eleições brasileiras até o momento.
“Até o momento, não temos indicativo concreto de interferência internacional”, disse o ministro durante uma coletiva de imprensa. Ele atribuiu parte do resultado ao trabalho do tribunal com empresas de tecnologia.
Em julho, o TSE firmou acordos de cooperação com Meta, X, Telegram, TikTok, Kwai, LinkedIn e Google. Já em setembro, nove empresas apresentaram planos com ações para prevenir e responder a riscos à integridade do pleito.
Suspeitas chegaram a órgãos públicos
A possibilidade de interferência dos Estados Unidos esteve entre os temas da reta final da campanha. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a apuração de uma possível atuação americana no processo eleitoral.
No TSE, o PT também acusou Flávio e Eduardo Bolsonaro de articularem com o governo de Donald Trump. O partido pediu, entre outras medidas, a inelegibilidade dos irmãos e a cassação dos registros da chapa de Flávio.
Em setembro, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, Lula criticou a “ingerência externa em processos eleitorais” e afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República a investigação de um possível financiamento do governo americano a iniciativas no Brasil. O pedido busca identificar eventuais destinatários dos recursos no país e verificar se houve ingerência externa.
Neste domingo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a abertura de um procedimento prévio para analisar as suspeitas. A apuração está sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência, mas ainda não foi instaurado inquérito policial.
Filas nos locais de votação
Nunes Marques também afirmou que as filas permanecem dentro da proporção esperada. “As filas estão na mesma proporção”, declarou.
No Paraná, ele relacionou os atrasos às fortes chuvas e às rajadas de vento registradas pela manhã. Segundo o presidente do TSE, muitos eleitores passaram a se deslocar depois, o que provocou demora no atendimento.








