O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) teve uma sessão marcada por discussões entre ministros, presença incomum de policiais e momentos de descontração nesta terça-feira (15). O julgamento foi interrompido após um pedido de vista de Flávio Dino.
Pelo menos oito agentes de segurança circularam entre as cadeiras e observaram a plateia. Uma pessoa foi advertida por usar mímicas para se comunicar à distância. Com a orientação de silêncio, os presentes passaram a trocar bilhetes. Os celulares de quem estava no plenário foram lacrados.
Alexandre de Moraes e André Mendonça, que se sentam lado a lado por causa da ordem de posse no STF, não interagiram enquanto Edson Fachin lia o relatório. Depois, os dois trocaram acusações durante a sessão. Moraes afirmou que Mendonça teria plantado uma investigação contra ele no caso Master. Mendonça o chamou de mentiroso.
A TV Justiça manteve os áudios dos embates, mas direcionava as imagens para Fachin quando as discussões se intensificavam. Os presentes relataram ter visto ministros apontando os dedos durante os confrontos.
No intervalo, por volta das 13h, Flávio Dino se aproximou de Fachin, fez um aceno de paz e disse que as críticas à condução do presidente do STF não eram pessoais. Dino também conversou com Mendonça. Interlocutores dos dois afirmaram que eles falaram sobre os procedimentos adotados por Fachin, sem discutir o conteúdo do julgamento.
Pedido de vista interrompe julgamento
Na retomada, por volta das 15h30, Dino aumentou as críticas à forma como Fachin conduzia a sessão. Em seguida, pediu vista, o que interrompeu o julgamento. Depois, Dino saiu do plenário e foi acompanhado por Gilmar. Os dois deram gargalhadas na sala de lanches anexa antes de retornar aos próprios lugares.
Dias Toffoli permaneceu durante toda a sessão e reforçou a declaração de suspeição feita em março sobre as investigações do Master. Ele também cochichou várias vezes com Gilmar.
Ex-presidentes do STF não compareceram, embora tivessem enviado a Fachin um manifesto em defesa de uma solução para a crise. Os lugares reservados a eles ficaram vazios.
A sessão terminou por volta das 18h20. Fachin deixou o plenário ao lado de Cármen e Luiz Fux, que o acompanharam. Depois, novas gargalhadas foram ouvidas na sala de lanches.







