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Relatório da PF coloca decisões de Moraes e Mendonça sob pressão política
Política

Relatório da PF coloca decisões de Moraes e Mendonça sob pressão política

Embate entre ministros envolve relatório sobre Daniel Vorcaro, histórico de decisões e suspeitas com impacto no STF e nas eleições.

O confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça expôs o peso das escolhas políticas e dos vínculos anteriores dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O embate ganhou força após Mendonça solicitar à Polícia Federal um relatório sobre as relações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Mendonça pediu o documento no dia 24 de agosto, com prazo de 72 horas. O material também mirava Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF. O sigilo foi retirado na manhã de 1º de setembro, quando o relatório já estava sendo vazado.

Histórico dos ministros

Moraes foi filiado ao PSDB e era ligado a Michel Temer, que o indicou para o STF. Antes disso, ocupou o cargo de ministro da Justiça no governo Temer. Mendonça, por sua vez, foi escolhido por Jair Bolsonaro, de quem também foi ministro da Justiça.

Durante a passagem de Mendonça pelo Ministério da Justiça, foram solicitadas à PF investigações com base na Lei de Segurança Nacional contra opositores de Bolsonaro e jornalistas. A pasta também produziu um dossiê sobre 576 servidores e três professores universitários identificados como integrantes do movimento antifascista. O STF determinou a suspensão de atos do ministério relacionados à produção ou ao compartilhamento dessas informações. A ministra Cármen Lúcia classificou a atuação como “uma afronta direta ao regime democrático”.

O relatório solicitado por Mendonça tratou de um contrato de 130 milhões de reais entre Vorcaro e o escritório da mulher de Moraes, firmado em janeiro de 2024. O documento também abordou a atuação do ministro na revisão do acordo. Mensagens obtidas pela PF no celular do banqueiro já haviam sido divulgadas em março.

Disputa e eleições

A divulgação do material aumentou a pressão sobre Moraes, que foi colocado na posição de informante ou consultor jurídico de Vorcaro. O caso também passou a ser associado à atuação política de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo e à inclusão de Moraes na Lei Magnitsky pelo governo Trump.

Moraes respondeu atacando Mendonça e recorreu novamente ao inquérito das Fake News, sob seu comando há sete anos. O embate ocorre depois da condenação de Jair Bolsonaro, generais e outros envolvidos na tentativa de golpe pela 1a turma do STF, por 4×1, em julgamento transmitido ao vivo.

A disputa entre os ministros ampliou as dúvidas sobre os critérios usados no tribunal e sobre o papel do STF no ambiente eleitoral. O conflito também desloca o debate sobre os projetos dos candidatos à Presidência e ao Congresso para acusações envolvendo a própria Corte.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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