O cancelamento do debate da Rede Globo provocou reações entre candidatos à Presidência. O encontro estava marcado para esta quinta-feira (1º), às 21h30, e seria o último antes do primeiro turno, em 3 de outubro.
Flávio Bolsonaro (PL) informou horas antes que não participaria. A decisão ocorreu depois de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar Renan Santos (Missão) a participar do debate. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia informado que não compareceria.
Renan afirmou que Flávio desistiu poucos minutos depois da autorização judicial. Para ele, a ausência dos dois candidatos impediu que os eleitores conhecessem as propostas apresentadas no debate.
Flávio disse que não iria compactuar com censura e interferência do Judiciário nas eleições. Em uma live, classificou a situação como censura em seu mais alto grau e chamou o episódio de “sequestro da democracia”.
Reações dos candidatos
Lula não comentou diretamente o cancelamento durante participação no Flow Podcast. O presidente disse, porém, que questiona há tempos os debates da Globo. Segundo ele, os encontros são infrutíferos e acabam com candidatos fazendo gracinha. Lula também afirmou que não faz sentido colocar em um debate um candidato com 49% contra outro com 1%.
Romeu Zema (Novo) lamentou o cancelamento. Em nota, disse que a decisão do Supremo prejudicou a realização do debate e a democracia brasileira. A campanha dele também afirmou que o episódio desrespeitou milhões de brasileiros que esperavam comparar as propostas dos candidatos.
Ronaldo Caiado chamou a decisão de atentado nacional e afirmou que a chamada ditadura da toga quer favorecer Lula.
Decisões judiciais e cancelamento
Mais cedo, Estela Aranha, ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a Globo de exibir de forma destacada a cadeira vazia com a identificação de um candidato ausente. A liminar também impediu perguntas direcionadas a quem não comparecesse.
O cancelamento foi anunciado depois da desistência de Lula e da decisão de Flávio de não participar. O debate seria o último antes do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (03). Durante a campanha, os dois não compareceram aos debates realizados.








