Luiz Inácio Lula da Silva não participará do debate presidencial da TV Globo nesta quinta-feira (1º), o último encontro antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). A equipe do candidato à reeleição comunicou a decisão à emissora nesta quarta-feira (30). No horário do debate, Lula dará uma entrevista ao vivo ao Flow Podcast.
A participação do presidente era discutida dentro da campanha. Parte dos aliados avaliava que ele poderia concentrar os ataques dos adversários. Outro grupo defendia a presença para ampliar a exposição na reta final.
Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema devem participar do debate. Zema teve a presença garantida após decisão de Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Renan Santos, do Missão, não foi convidado pela Globo e recorreu ao tribunal para tentar entrar no encontro.
Reações dos candidatos
Flávio Bolsonaro manteve a decisão de participar, mesmo com a ausência de Lula. Aliados avaliavam que ele poderia se tornar o principal alvo dos demais candidatos. A campanha preparou estratégias para os cenários com ou sem o presidente e deve continuar apresentando o governo e Lula como alvos. Flávio ainda não fez declaração pública específica sobre a ausência.
Ronaldo Caiado defendeu a participação dos candidatos e disse que os debates representam “um respeito à democracia”. O candidato do PSD pretende abordar corrupção, violência, juros e endividamento das famílias. Ele também criticou o espaço dado a discussões sobre o Supremo Tribunal Federal e temas religiosos.
Augusto Cury classificou como grave a decisão de Lula. O candidato do Avante afirmou que pretendia questioná-lo sobre o endividamento das famílias, a taxa de juros e o desempenho do Brasil no Pisa. Cury também tenta se apresentar como alternativa à polarização e pede o chamado voto útil.
Romeu Zema afirmou que Lula evita o confronto por ter de responder sobre o desempenho do governo. O candidato do Novo garantiu a vaga após Nunes Marques acolher o argumento de que a composição atual da bancada do partido na Câmara dos Deputados deveria ser considerada, chegando a cinco parlamentares.
Renan Santos e o Missão pediram ao TSE que determine a inclusão do candidato. O partido afirma que a Globo criou expectativa de participação ao incluí-lo em outras atividades da cobertura eleitoral e sustenta que a exclusão prejudica a pluralidade do debate. A presença de Renan ainda depende da análise do tribunal.








