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TSE manda Nikolas remover publicação sobre fala de Lula
Política

TSE manda Nikolas remover publicação sobre fala de Lula

Decisão dá 24 horas para deputado apagar post que relacionou declaração sobre saúde a crimes contra crianças e adolescentes.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) remova uma publicação que atribuiu conotação sexual a uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ministra Estela Aranha fixou prazo de 24 horas para a exclusão do conteúdo.

A declaração de Lula mencionava que “homem não gosta de tomar toque”, enquanto “mulher aprende a tomar toque desde pequena”. Na decisão, Aranha afirmou que o trecho fazia parte de um discurso sobre prevenção e tratamento do câncer de próstata, exames médicos e resistência masculina aos cuidados preventivos.

Decisão do TSE

Para a ministra, a publicação de Nikolas retirou a fala do contexto de saúde pública e a associou a crimes envolvendo crianças e adolescentes. Ela avaliou que o conteúdo não representava apenas uma crítica política ou uma discordância sobre a forma como Lula se expressou.

Aranha também afirmou que desinformação eleitoral pode incluir distorções e conteúdos retirados de contexto, e não somente uma mentira integralmente fabricada. Segundo a decisão, a divulgação em uma rede social de amplo alcance aumentou o potencial de propagação da mensagem e os efeitos da propaganda irregular.

Além de Nikolas, o provedor da rede social deve remover a publicação e informar as providências adotadas. O post foi feito no X, antigo Twitter.

A advogada eleitoralista Maíra Recchia, representante da coligação “Brasil pronto pra mais”, que apoia Lula, disse que a decisão mostra que a Justiça Eleitoral não aceitará o uso de mulheres e meninas em propaganda da oposição. Para ela, a publicação tentou enganar o eleitorado ao apresentar a fala de Lula fora de contexto.

Recchia também afirmou: “Não podemos aceitar que um tema tão sério seja instrumentalizado para produzir medo, indignação e repulsa no eleitorado”. Nikolas Ferreira foi procurado, mas não havia respondido até o momento mencionado na decisão.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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