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Mendonça libera processos sigilosos do caso Banco Master no STF
Política

Mendonça libera processos sigilosos do caso Banco Master no STF

Documentos serão analisados pelos ministros antes da sessão extraordinária marcada para 15 de setembro.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (10) o sigilo de processos relacionados às investigações sobre o Banco Master. A decisão ocorreu após despacho do presidente da Corte, Edson Fachin, que determinou a liberação dos documentos antes do julgamento marcado para 15 de setembro.

Mendonça afirmou que agiu “em harmonia à solicitação” de Fachin. A medida inclui a investigação principal e outros procedimentos ligados ao caso, entre eles o processo que reúne relatórios da Polícia Federal sobre uma suposta rede de influência atribuída a Daniel Vorcaro.

O material será encaminhado integralmente à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros. Com isso, os integrantes da Corte poderão examinar os documentos antes da sessão extraordinária convocada para a próxima terça-feira (15).

Disputa dentro do Supremo

Os relatórios da PF mencionam contatos de Vorcaro com integrantes do Supremo, incluindo Alexandre de Moraes. Os documentos provocaram questionamentos sobre a condução da investigação.

A apuração começou depois que Mendonça solicitou à Polícia Federal informações sobre uma possível rede de influência mantida por Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A Procuradoria-Geral da República questionou o procedimento. Moraes também enviou à Presidência do STF documentos nos quais apontou possíveis irregularidades na atuação de Mendonça.

Fachin abriu um procedimento próprio para concentrar as informações e impedir decisões diferentes de ministros sobre os mesmos fatos. Nesta semana, Mendonça afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. No dia seguinte, Flávio Dino determinou o retorno dos dois aos cargos.

Fachin suspendeu as decisões, citou a existência de ordens conflitantes dentro do Supremo e concentrou a análise na Presidência da Corte. Ele também suspendeu procedimentos que possam levar a investigações contra ministros sem avaliação prévia da Presidência e convocou os 11 integrantes do STF para discutir o caso no plenário no dia 15.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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