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Lula deve defender soberania e negociação em discurso na ONU
Foto: Lula na ONU Ricardo Stuckert/PR
Política

Lula deve defender soberania e negociação em discurso na ONU

Presidente falará na abertura da Assembleia Geral, em Nova York, em meio a críticas e exigências do governo de Donald Trump.

Lula deverá defender a soberania nacional, a negociação para resolver disputas e o respeito ao direito internacional durante o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos. A fala está prevista para 22 de setembro, na 81º Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O presidente também deve destacar o multilateralismo, apresentado pelo governo brasileiro como uma das linhas centrais da política externa em um cenário de aumento dos conflitos internacionais. “Uma das linhas centrais da política externa brasileira”, diz o documento compartilhado pelo governo.

O Brasil ocupa tradicionalmente o primeiro lugar no debate geral desde a 10ª sessão da Assembleia Geral, em 1955. A sessão será presidida pelo ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Khalilur Rahman, e está prevista para ocorrer dos dias 22 a 26 e 28 de setembro.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de reuniões e encontros ministeriais.

Críticas e exigências dos Estados Unidos

A agenda ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao governo brasileiro. Em documento presidencial enviado ao Congresso americano na terça-feira (15), Trump afirmou que o Brasil falhou no combate ao Primeiro Comando da Capital, o PCC, e ao Comando Vermelho. Também disse que as facções transformaram o país em um centro do fluxo global de cocaína.

Outro documento, divulgado nesta quinta-feira (17), exigiu que o Brasil não prendesse nem impedisse “arbitrariamente” que “dissidentes políticos” disputassem as eleições presidenciais de 2026.

Os Estados Unidos apresentaram ao Brasil uma lista de 21 exigências em outubro de 2025. O documento foi entregue em Washington durante negociações para tentar reverter a tarifa de 50% imposta pelos americanos e provocou mal-estar no governo brasileiro, que classificou a iniciativa como ingerência em assuntos internos.

Mauro Vieira considerou a proposta “inaceitável” e determinou que o conteúdo não fosse debatido nas reuniões formais com autoridades americanas.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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