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EUA negam novamente vistos a delegação palestina para Assembleia da ONU
Política

EUA negam novamente vistos a delegação palestina para Assembleia da ONU

Departamento de Estado acusa autoridades palestinas de descumprir compromissos ligados à busca pela paz com Israel.

O governo de Donald Trump negou, pelo segundo ano consecutivo, vistos a uma delegação palestina de alto nível que participaria da Assembleia Geral da ONU. A reunião anual reúne líderes mundiais.

O Departamento de Estado americano informou nesta quarta-feira (17) que autoridades palestinas, entre elas Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, não cumpriram compromissos assumidos em acordos anteriores para buscar a paz com Israel.

Em comunicado, o governo dos Estados Unidos citou ações legais da Autoridade Palestina contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI). Também mencionou a manutenção de pagamentos a famílias de presos condenados por ataques contra israelenses e integrantes ligados à Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

“Estenderemos sanções que negam vistos a membros da OLP e a autoridades da Autoridade Palestina”, afirmou o Departamento de Estado, ao citar a legislação americana em vigor.

Apesar da decisão, diplomatas palestinos já credenciados na ONU representarão os palestinos na reunião de alto nível da próxima semana. No ano passado, Abbas participou por vídeo.

A medida ocorre durante uma campanha de Washington contra o TPI. Os Estados Unidos acusam a corte de tentar processar injustamente militares americanos e israelenses por supostos crimes no Afeganistão, no Iraque e em Gaza. Os dois países não são membros do tribunal.

A política de vistos também foi anunciada enquanto Israel enfrenta isolamento internacional relacionado à guerra em Gaza, iniciada após os ataques de 7 de outubro de 2023 atribuídos ao Hamas. Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos começou em outubro, mas Israel continuou realizando ataques no território palestino.

Assentamentos na Cisjordânia

Israel abrirá uma licitação para mais 2.167 unidades no projeto de assentamento E1, na Cisjordânia. Com isso, o total chegará a 3.401 moradias.

O empreendimento fica em uma área a leste de Jerusalém. Críticos afirmam que ele dividiria a Cisjordânia e impediria a criação de um futuro Estado palestino. Um porta-voz de Abbas classificou a expansão como violação do direito internacional. O gabinete do premiê Benjamin Netanyahu não comentou.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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