CEILÂNDIA, DF — Luiz Inácio Lula da Silva chamou Eduardo Bolsonaro de “traidor da pátria” durante um comício realizado na noite desta quarta-feira (16), em Ceilândia, no Distrito Federal. O presidente também criticou a aproximação de adversários com os Estados Unidos e defendeu a soberania brasileira.
Lula começou o trecho falando sobre o senador Flávio Bolsonaro, adversário na disputa pela Presidência, e mencionou a defesa da privatização das praias. Depois, passou a criticar a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
“Tá lá o Eduardo Bolsonaro, o traidor da pátria, falando mal do Brasil, pedindo para que o Trump venha fazer intervenção nesse país”, afirmou Lula.
O presidente disse ainda que o Brasil não comporta políticos que se submetam aos Estados Unidos. Segundo ele, o país deve ser dirigido por brasileiros e não pode ser subordinado a outras nações.
“O Brasil não quer ser colônia de ninguém. O Brasil quer ser soberano e dirigido por brasileiros”, declarou.
Articulações em Washington
Eduardo Bolsonaro voltou aos Estados Unidos nesta semana. A intenção declarada é defender, junto ao governo Trump, a retomada de sanções contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Eduardo afirma que novos elementos ligados ao caso Banco Master justificariam a medida.
A relação entre Lula e Donald Trump também foi citada no comício. Lula afirmou que pretende conversar com o presidente norte-americano durante a viagem para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, e pedir que ele não interfira na eleição brasileira. Até o momento, não havia confirmação de uma reunião bilateral entre os dois presidentes.
Em julho, o governo Trump determinou uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros, após investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos. O governo brasileiro contesta as medidas, e os dois países continuam negociando.
Nesta quarta-feira (16), o governo Trump divulgou novas cobranças internacionais sobre o enfrentamento ao narcotráfico. O tema das organizações criminosas brasileiras segue entre os pontos de divergência entre Brasília e Washington.








