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Kassio questiona Fachin sobre decisões do Supremo que afetam o TSE
Foto: Ministro é presidente da corte Alejandro Zambrana/Secom/TSE
Política

Kassio questiona Fachin sobre decisões do Supremo que afetam o TSE

Presidente do TSE reclamou de sobreposição de competências após Flávio Dino liberar publicação de Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, encaminhou um ofício nesta segunda-feira (28) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. No documento, questionou decisões do Supremo que, segundo ele, interferem na atuação da Justiça Eleitoral.

A iniciativa veio depois de o ministro Flávio Dino derrubar uma decisão de André Mendonça, do TSE, e autorizar novamente uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.

Kassio afirmou ter preocupação com a sobreposição de competências e com a violação do juiz natural no STF. Para ele, esses episódios afetam diretamente a condução da eleição pelo TSE.

O presidente do tribunal também defendeu alterações na tramitação de processos no Supremo. A proposta, segundo ele, busca impedir que decisões do TSE sejam derrubadas por meio de reclamações e decisões individuais.

Mais cedo, Kassio se encontrou pessoalmente com Fachin e apresentou as reclamações.

O caso da publicação

Neste domingo (27), Flávio Dino atendeu a um pedido de Antonio Tabet e restaurou uma postagem no X. O conteúdo havia sido removido por decisão de André Mendonça, no âmbito do TSE.

Tabet publicou uma foto de uma imagem religiosa acompanhada da legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, acionou a Justiça Eleitoral. Ele alegou que a publicação era inverídica, continha discurso de ódio e imputava crime.

A solicitação resultou em uma decisão liminar do TSE para retirar a postagem e conteúdos semelhantes. Em caso de descumprimento, foi prevista multa diária de R$ 30 mil.

Durante a semana, surgiram informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam retirar Nossa Senhora Aparecida do título de “Padroeira do Brasil”. O candidato do PL nega essa posição.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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