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Campanha de Flávio Bolsonaro acusa Dino de interferir na eleição
Política

Campanha de Flávio Bolsonaro acusa Dino de interferir na eleição

Grupo critica decisão que derrubou ordem do TSE para remover publicação de Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de interferir na disputa presidencial. A reação ocorreu após Dino derrubar uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinava a remoção de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.

As críticas foram divulgadas neste domingo (27) em notas assinadas pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e pela equipe jurídica. O grupo afirma que Dino desrespeitou as competências da Justiça Eleitoral ao analisar o caso.

“Flávio Dino está atropelando regras de competência, distribuição e a própria Justiça Eleitoral para criar uma jurisprudência de conveniência e permitir a circulação de conteúdo considerado falso para favorecer Lula e seu grupo político na eleição”, afirmou Marinho.

O senador também questionou a aplicação do princípio do juiz natural e as regras de distribuição de processos. Marinho pediu uma reação do presidente do STF, Edson Fachin, e defendeu que o Senado apure eventuais crimes de responsabilidade.

“Em plena disputa eleitoral, o STF não pode ser instrumento de interferência política”, declarou o parlamentar. Ele também disse que Fachin deve impedir que a Corte seja transformada em tribunal de exceção eleitoral.

O que decidiu Dino

A equipe jurídica da campanha afirma que a decisão inicial do TSE foi tomada após sorteio e seguia as regras eleitorais de combate à desinformação. A ordem, assinada por André Mendonça, permitia conteúdos jornalísticos, críticas, sátiras e opiniões que não tratassem como verdadeira a suposta articulação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Segundo a campanha, a defesa de Tabet levou o pedido diretamente a Dino, dentro de um processo sobre informações relacionadas à inelegibilidade de Deltan Dallagnol, sem novo sorteio. Os advogados sustentam que houve violação das regras de competência e citam medidas semelhantes adotadas pelo TSE nas eleições de 2022, inclusive em casos envolvendo o presidente Lula.

Dino cassou a ordem de Mendonça, que determinava a retirada da publicação e proibia conteúdos semelhantes sob pena de multa de R$ 30 mil. Para o ministro, não havia elementos suficientes para considerar a postagem ilícita, já que Tabet não citou nominalmente Flávio Bolsonaro ou familiares.

O ministro também considerou desproporcional a proibição de publicações futuras e determinou que as plataformas digitais restabelecessem o conteúdo de Tabet e outras postagens removidas pelo mesmo fundamento.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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