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Fachin pede manifestação do Ministério Público sobre afastamento na PF
Política

Fachin pede manifestação do Ministério Público sobre afastamento na PF

Despacho dá continuidade ao pedido da AGU contra decisão de André Mendonça, mas não encerra a disputa sobre os dirigentes da PF.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou que o Ministério Público se manifeste sobre o pedido da União contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. O despacho foi assinado na quinta-feira (24).

“Ouça-se o Ministério Público no prazo legal”, escreveu Fachin. A medida permite o avanço da análise apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), mas não define o resultado da ação.

A AGU recorreu ao presidente do STF em 8 de setembro, depois de André Mendonça determinar o afastamento preventivo dos dois dirigentes. O órgão afirmou que a decisão provocava “grave lesão à ordem pública e administrativa” e interferia na prerrogativa do presidente da República de nomear e exonerar integrantes da direção da PF.

A União também alegou que a retirada dos delegados poderia comprometer o funcionamento da corporação e causar uma “desorganização institucional”. Segundo a AGU, os fatos ligados à produção e à divulgação de relatórios de inteligência da PF já eram analisados pela Presidência do STF em outro procedimento. Por isso, pediu a suspensão imediata da decisão de Mendonça.

Decisões anteriores

Mendonça determinou o afastamento em 8 de setembro, após pedidos do partido Novo para afastar e prender Andrei Rodrigues. A decisão também abriu procedimentos para investigar a produção de relatórios de inteligência da PF.

O caso está ligado às investigações sobre o Banco Master. A Petição 16.662 reúne informações da PF sobre a suposta rede de influência de Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição, e registros de contatos com Alexandre de Moraes.

Em 9 de setembro, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois dirigentes. No mesmo dia, Fachin suspendeu as decisões de Mendonça e Dino, interrompeu o andamento da Petição 16.662 e determinou o envio prévio à Presidência de procedimentos que pudessem envolver ministros do STF.

Fachin citou o risco de decisões contraditórias e de “tumulto processual”. Depois, determinou a retirada do sigilo de documentos do caso Banco Master e o envio do material aos demais ministros antes da sessão extraordinária marcada para 15 de setembro.

O julgamento foi interrompido após pedido de vista de Flávio Dino. Fachin também retirou de pauta a análise sobre a atuação de Mendonça, prevista para 23 de setembro. A nova manifestação do Ministério Público não altera, por si só, as decisões anteriores sobre o afastamento dos dirigentes da PF.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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