A categoria de empresário reúne 2.579 candidaturas registradas para as eleições de 2026, conforme os dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número coloca o grupo no topo entre as ocupações específicas informadas à Justiça Eleitoral.
A única categoria com mais registros é “Outros”, que tem 2.722 candidaturas, ou 13,23% do total. O agrupamento reúne atividades sem classificação definida. Entre as profissões delimitadas, também aparecem advogados, deputados em busca de reeleição, vereadores, policiais militares, comerciantes, servidores públicos, médicos, administradores e estudantes.
Partidos com mais empresários
O Partido Liberal (PL) concentra o maior número absoluto de candidatos empresários: 271 nomes, pouco mais de 10% de todo o grupo no país. Republicanos, Novo, Podemos e MDB vêm na sequência. Somados ao PL, os partidos reúnem mais de 40% dos empresários candidatos.
A maior presença proporcional do setor privado aparece nas listas de Cidadania, Novo e Missão. No Cidadania, empresários representam 20,2% das vagas. No Novo, são 20%, com 211 nomes. No Missão, a categoria corresponde a 16,3%, ou 73 registros.
Possíveis efeitos no Legislativo
Consultores políticos e analistas de risco avaliam que a ampliação da presença empresarial no Legislativo pode fortalecer propostas de simplificação burocrática, redução de gastos correntes e atração de investimento privado.
A participação desse grupo em comissões do Congresso também pode influenciar discussões sobre a regulamentação da reforma tributária, a revisão de incentivos fiscais e os marcos regulatórios de concessões e infraestrutura.
A atuação, porém, tende a reunir posições diferentes. Interesses de indústria, varejo e serviços podem divergir em votações sobre alíquotas de impostos e tributação sobre o consumo. Candidaturas de policiais militares, médicos e servidores estaduais também aparecem como contrapesos em negociações sobre orçamento público e teto de gastos.








