As urnas eletrônicas poderão continuar funcionando mesmo se os locais de votação ficarem sem energia durante as eleições de 2026. Cada equipamento tem bateria interna de lítio, com autonomia de até 12 horas, mantendo o processo ativo diante de uma interrupção completa no abastecimento.
A falha elétrica pode mudar a rotina dos eleitores, mas não altera o cronograma de apuração nem o resultado final. O sistema foi estruturado para manter as etapas da votação separadas dos efeitos de instabilidades na rede.
Na transmissão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais (TREs) usam uma estrutura de tecnologia da informação redundante. Entre os recursos estão geradores de grande porte, nobreaks industriais e redes de dados exclusivas.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e as distribuidoras locais também trabalham em regime de plantão especial no dia da votação. Nesse período, ficam suspensas as manutenções programadas nos circuitos que abastecem os pontos focais da apuração.
O modelo brasileiro consolida os resultados poucas horas depois do fechamento das seções. A velocidade reduz o espaço para “ruídos e especulações” capazes de afetar o sistema político e os preços de ativos financeiros negociados em outros mercados.








