A eleição presidencial de 2018 precisou de dois turnos para definir o vencedor. Jair Bolsonaro liderou a primeira rodada, mas não atingiu a maioria absoluta exigida pela legislação brasileira. No segundo turno, venceu Fernando Haddad.
A regra está prevista na Constituição Federal de 1988. Para ganhar no primeiro turno, o candidato precisa obter pelo menos 50% mais um dos votos válidos. Nessa conta, votos brancos e nulos ficam de fora.
Quando nenhum concorrente alcança esse percentual, os dois mais votados disputam uma nova rodada. O objetivo do modelo é garantir que o presidente eleito tenha mais da metade dos votos válidos e possa iniciar o mandato com respaldo eleitoral.
Resultado das urnas
Em 7 de outubro de 2018, Bolsonaro, então deputado federal pelo PSL, terminou o primeiro turno com 46,03% dos votos válidos, cerca de 49,2 milhões de eleitores. Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e candidato do PT, ficou em segundo lugar, com 29,28%, aproximadamente 31,3 milhões.
Durante a apuração, Bolsonaro chegou a aparecer acima de 50% por pouco mais de uma hora, quando apenas parte das urnas do Sul e Sudeste havia sido contabilizada. Com a entrada dos dados do Norte e Nordeste, o percentual se estabilizou abaixo da maioria necessária.
A decisão ocorreu em 28 de outubro. Bolsonaro recebeu 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% de Haddad, e assumiu o Palácio do Planalto a partir de janeiro do ano seguinte.
Campanha entre os turnos
O intervalo de três semanas levou as campanhas a buscar apoio de grupos ligados a candidatos derrotados, como Ciro Gomes, do PDT, e Geraldo Alckmin, do PSDB. A disputa também combinou propaganda na televisão com conteúdos compartilhados pelo WhatsApp.
O Supremo Tribunal Federal e o TSE ampliaram a fiscalização sobre a desinformação nas redes. A Justiça Eleitoral criou grupos de trabalho para monitorar o disparo em massa de mensagens.
A campanha do PT defendeu uma frente ampla em torno das instituições. A do PSL apostou na renovação política e na pauta de segurança pública. Após o atentado sofrido por Bolsonaro, a equipe dele concentrou parte da estratégia em transmissões ao vivo pela internet.








