A Food and Drug Administration (FDA) encontrou o parasita Cyclospora em uma fazenda de alface no México associada a um surto que infectou quase 13 mil pessoas nos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (2), depois de meses de investigação.
A agência localizou o parasita em um tanque de águas residuais e em uma vala de drenagem usada na área de cultivo de alface. Os dois pontos ficam em uma propriedade relacionada à Taylor Farms, no estado mexicano de Guanajuato.
A FDA afirmou que os exames laboratoriais, combinados com os dados epidemiológicos, sustentam a ligação entre a unidade e as infecções. Ainda assim, não foi possível descobrir como o parasita chegou aos alimentos nem qual foi o mecanismo exato da contaminação.
Investigação e inspeção
As autoridades americanas começaram a apurar o surto em junho e encerraram o caso em setembro. Os dados divulgados apontaram o episódio como o maior surto de doença transmitida por alimentos já registrado nos Estados Unidos.
A inspeção na propriedade mexicana ocorreu após um intervalo de mais de sete anos sem fiscalização da FDA no local. A equipe levou mais de seis semanas para identificar a presença da Cyclospora.
Em agosto, autoridades mexicanas haviam informado que não encontraram o parasita nas alfaces nem na água das instalações. A FDA também corrigiu um resultado anterior que havia indicado, por engano, a presença do microrganismo em uma amostra de alface da Taylor Farms recolhida na fronteira.
A Taylor Farms disse que o parasita foi identificado em uma área ligada a um produtor independente que não integra mais sua rede de fornecedores. As instalações da empresa na região central do México continuam fechadas durante a adoção de medidas adicionais de segurança alimentar, que abrangem o cultivo e o processamento.
Sintomas da infecção
A Cyclospora cayetanensis causa a ciclosporíase, uma infecção intestinal adquirida pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Entre os sintomas estão diarreia aquosa intensa, perda de apetite e peso, cólicas abdominais, náuseas, fadiga e mal-estar.
Sem tratamento, os sinais podem durar semanas ou meses, com períodos de melhora e retorno. A doença pode ser tratada com antibióticos e raramente é fatal. Embora a FDA tenha encontrado o parasita na propriedade, a investigação terminou sem esclarecer como as alfaces foram contaminadas.









