O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (18) a expansão de um programa que busca reduzir os preços de determinados medicamentos para os níveis pagos por países desenvolvidos comparáveis.
A Casa Branca informou que 26 empresas farmacêuticas concordaram em diminuir os valores cobrados do Medicaid, programa financiado pelos governos estaduais e federal para atender a população de baixa renda. Os preços deverão ser equiparados aos menores valores pagos por países considerados comparáveis.
Trump afirmou que a iniciativa poderá reduzir os gastos públicos e liberar recursos para o atendimento médico. “Isso permitirá aos estados economizar bilhões e bilhões de dólares por ano em medicamentos”, disse o presidente no Salão Oval.
Adesão ao programa
Lançado em janeiro de 2026, o programa foi ampliado depois que os 50 estados, a capital Washington e o território associado de Porto Rico solicitaram participação, de acordo com as autoridades.
A Casa Branca estima que o acordo possa gerar uma economia de quase US$ 65 bilhões (R$ 333,8 bilhões) para os governos federal e estaduais ao longo da próxima década. Os beneficiários do Medicaid já costumam pagar valores simbólicos pelos remédios, mas a iniciativa pode diminuir os custos para os governos estaduais.
O aumento do custo de vida é um dos temas centrais das eleições de novembro, que vão definir qual partido controlará o Congresso. Trump também relacionou a medida ao cenário eleitoral ao dizer que ela poderia ajudar seu partido nas eleições de meio de mandato.
O programa enfrenta ceticismo por falta de transparência. Ainda não foram divulgados detalhes como os termos dos acordos com as farmacêuticas e a lista de medicamentos que terão descontos. No fim do ano passado, o Partido Republicano não prorrogou subsídios do Obamacare, o que provocou aumento nos prêmios mensais dos planos de saúde de milhões de pessoas.









