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Durigan afirma que reajuste do Bolsa Família cabe nas metas fiscais
Foto: Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo
Política

Durigan afirma que reajuste do Bolsa Família cabe nas metas fiscais

Ministro diz que aumento de 15% é recomposição da inflação e será bancado com remanejamento de despesas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (18) que o reajuste de 15% do Bolsa Família é compatível com a responsabilidade fiscal de um eventual novo governo do PT. O aumento foi anunciado pelo governo Lula na quinta-feira (17).

Durigan disse que a medida não altera as metas fiscais. Segundo ele, o reajuste representa uma recomposição inflacionária, e não um aumento real do benefício. O ministro afirmou ainda que o Ministério do Desenvolvimento Social já solicitava a mudança e que foi encontrado espaço fiscal para acomodar a despesa.

“Não tem nenhuma incompatibilidade”, declarou Durigan. Ele também criticou a ideia de que governos de centro-esquerda seriam irresponsáveis nas contas públicas, enquanto administrações de extrema direita seriam consideradas fiscalmente responsáveis.

O ministro afirmou que as despesas serão remanejadas de outras áreas. O impacto previsto é de mais de R$ 5 bilhões neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027.

Comparação com 2022

Durigan diferenciou o reajuste atual da elevação feita no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. Naquele ano, o programa, então chamado Auxílio Brasil, passou de R$ 400 para R$ 600 em agosto.

Segundo o ministro, a mudança de 2022 envolveu calote em precatórios e crédito extraordinário, porque o orçamento disponível não seria suficiente para pagar o benefício. No reajuste atual, afirmou, não há crédito extraordinário nem aumento global das despesas.

“Este ano não tem crédito extraordinário, não tem aumento global das despesas”, disse Durigan.

O ministro declarou que o superávit deste ano não será alcançado por causa dos gastos com precatórios, das despesas adicionais com o tarifaço e dos recursos extras do Fundo Social aprovados pelo Congresso. Sem essas exceções, afirmou, haveria superávit efetivo.

Para o ano que vem, Durigan prevê superávit mesmo com as exceções. Ele disse que a correção do Bolsa Família pela inflação, prevista pelo Congresso, não interfere nas metas fiscais e antecipa a discussão sobre a revisão de gastos para acomodar R$ 20 bilhões.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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