RIO DE JANEIRO — Candidato à reeleição para deputado estadual pelo PSD, Claudio Caiado defendeu a reorganização dos presídios como prioridade para enfrentar a crise de segurança pública no Rio de Janeiro. Ele propôs ampliar o uso de tecnologia, impedir a comunicação entre detentos e criminosos fora das unidades e oferecer atividades de trabalho aos presos.
“Não existe segurança pública sem o sistema prisional arrumado, sem o sistema prisional funcionando”, declarou Caiado.
O deputado também apresentou uma proposta de isenção do IPVA para motoristas profissionais que usam aplicativos. O Projeto de Lei 8.321/2026 prevê o benefício para autônomos que tenham transporte ou entrega por plataforma como única fonte de renda e faturamento anual de até R$ 200 mil. Entre os critérios citados estão pelo menos um ano de atuação na plataforma e uma quantidade regular de viagens.
Caiado afirmou ainda ter participado da criação do programa IPVA em Dia, que permite parcelar débitos do imposto em até 12 vezes, sem juros, com a liberação do licenciamento após o pagamento da primeira parcela.
Na área habitacional, o candidato defendeu a retomada da produção de moradias para famílias de menor renda. Ele estimou o déficit habitacional do estado em cerca de 500 mil unidades e citou os programas Morar Carioca e Casa Carioca. O primeiro é voltado à urbanização de comunidades, enquanto o segundo apoia pequenas reformas em imóveis sem condições adequadas.
Para a educação, Caiado propôs recuperar unidades da Faetec, ampliar o ensino médio em tempo integral e contratar mais mediadores para estudantes autistas, com TDAH e outras neurodivergências. Ele também defendeu cursos especializados para mães atípicas.
Na saúde, a proposta é integrar informações dos pacientes em um prontuário eletrônico único, com acesso por unidades municipais, estaduais e particulares autorizadas. O objetivo, segundo ele, é reunir histórico médico, alergias e tratamentos anteriores.
Transporte e segurança
Caiado defendeu punições administrativas contra estabelecimentos que comprem ou revendam cabos e equipamentos furtados. A legislação citada prevê interdição e fechamento definitivo em caso de reincidência, após o devido processo legal. O deputado estimou em cerca de R$ 400 milhões por ano o movimento da cadeia ilegal ligada ao furto de cabos.
Na mobilidade, ele propôs a construção da Linha 3, entre Rio, Niterói e São Gonçalo, além do prolongamento do metrô da Barra da Tijuca até o Recreio dos Bandeirantes. Também mencionou o uso de lagoas e canais para criar transporte aquaviário integrado ao metrô.
O sistema prisional voltou ao centro do debate em 2026. O Governo do Estado informou que pretende abrir 5.128 vagas até o fim de 2028 como parte da adequação ao Plano Pena Justa. Em uma operação em unidades do Rio, 700 policiais apreenderam 165 celulares. O programa também prevê scanners corporais, drones e sistemas de varredura.
Eleições e Alerj
Caiado afirmou que o PSD pode conquistar entre 11 e 12 cadeiras na Alerj e eleger de seis a sete deputados federais pelo Rio de Janeiro. Ele declarou apoio a Eduardo Paes para o Governo do Estado.
Sobre a presidência da Alerj, o deputado disse que o PSD tem nomes capazes de disputar o comando da Casa, mas defendeu que a negociação ocorra depois do resultado das urnas. Aos 50 anos, ele conclui o primeiro mandato e pediu a renovação do cargo, citando segurança, habitação, saúde, educação, mobilidade e redução de impostos entre suas prioridades.








