RIO DE JANEIRO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende anunciar uma experiência de segurança pública no Rio de Janeiro para retomar o controle de territórios. Segundo ele, o plano piloto poderá ser levado para todo o País caso funcione no Estado.
Lula disse que a iniciativa faz parte de uma estratégia com três frentes: sufocar a logística do crime, recuperar o controle de territórios e comunidades e ampliar a capacidade dos municípios no enfrentamento à criminalidade.
Críticas a adversários
Na entrevista à Rádio Tupi, o presidente também criticou o senador Flávio Bolsonaro e afirmou que pessoas da família dele têm ligação com milicianos. Lula defendeu uma limpeza na política e na polícia e disse que a sociedade precisa decidir o futuro que quer.
O presidente ainda atacou o ex-governador do Rio Cláudio Castro, aliado de Flávio Bolsonaro. Lula afirmou que Castro está “enterrado até o pescoço nessa relação promíscua” com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Lula repetiu a frase: “Eles governo Bolsonaro tornaram Vorcaro banqueiro, eu o tornei prisioneiro”.
Avaliação do governo interino
Antes de cumprir agendas no Rio ao lado do governador interino, desembargador Ricardo Couto, Lula elogiou a atuação dele. O presidente afirmou que Couto demonstra a seriedade esperada de governantes.
Lula também citou os cinco governadores do Rio de Janeiro que, segundo ele, foram presos em casos de corrupção: Moreira Franco, Anthony Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. Para o presidente, as denúncias prejudicaram a confiança da população, e o compromisso do governo é tentar restabelecer o Estado.
Segurança pública
Lula afirmou ser contrário a intervenções pontuais do Exército por meio de GLO, a Garantia da Lei e da Ordem. Na avaliação dele, os criminosos deixam o local durante a operação e retornam depois da saída dos militares.
O presidente defendeu a presença fixa da polícia e afirmou que a retomada do controle dos territórios é a etapa mais desafiadora. Ele também disse que o governo tenta aprovar no Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição para ampliar as atribuições da União na segurança pública.
Além disso, prometeu transformar 138 cadeias do País em presídios de segurança máxima.








