SALVADOR — O candidato à Presidência do Brasil Renan Santos defendeu, neste domingo (27), uma intervenção federal em estados que não colaborarem com medidas contra o crime organizado, caso seja eleito. Durante uma coletiva de imprensa em Salvador, ele não explicou como pretende colocar a proposta em prática.
A declaração ocorreu diante da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Centro da cidade, durante uma agenda de campanha com apoiadores. Renan Santos disse que pretende trabalhar com governadores independentemente de posição ideológica, mas afirmou que o governo federal poderá intervir quando não houver cooperação.
"Eu preciso dos governadores atuando conosco, ou o Governo Federal vai atuar", declarou.
Segurança e Nordeste
O candidato apresentou a segurança pública como um dos principais pilares de um eventual governo. Ao falar sobre o Nordeste, disse que pretende combater a atuação de facções e, ao mesmo tempo, desenvolver a economia da região.
Renan Santos afirmou que quer reduzir despesas do Governo Federal para direcionar recursos a desenvolvimento, infraestrutura e energia. Também disse que integrantes de facções que não se entregarem ou forem presos e tentarem atacar forças policiais serão enfrentados com rigor.
Ao comentar a situação da Bahia, relatou ter recebido ameaças depois de publicar vídeos sobre crimes ocorridos no estado. Segundo ele, moradores de comunidades vivem sob pressão do crime organizado, que imporia restrições a marcas de roupa e símbolos.
Críticas e bets
O candidato afirmou que trabalha para chegar ao segundo turno e descartou apoiar Luiz Inácio Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro. Também criticou os dois ao mencionar relações de ambos e de apoiadores com investigações sobre o Banco Master.
Renan Santos ainda reafirmou que é contrário às bets e defendeu a proibição da atividade no Brasil. Para ele, as plataformas estão ligadas à lavagem de dinheiro, ao endividamento e ao vício.
"Nós vamos proibir todas as bets no Brasil", afirmou.
Ele também criticou decisões de Lula sobre o setor durante o período eleitoral, alegando que não houve transição para grupos de mídia e times esportivos que dependiam dessa atividade.








