A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma investigação judicial contra a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). A ação questiona o uso de publicações em coautoria nas redes sociais para impulsionar a campanha e monetizar conteúdos.
O documento afirma que a equipe de monitoramento da campanha identificou 1.826 publicações no Instagram, feitas em parceria por 492 perfis. A maior parte das postagens teria sido publicada em um intervalo de dez dias, com repetição do mesmo grupo de coautores.
A coligação também aponta que algumas páginas usariam links para vender produtos associados à campanha. Entre os exemplos citados está um boné com o número 22. Conforme a petição, doze perfis que somam mais de 10 milhões de seguidores levam os usuários à mesma loja na Shopee para comprar o item.
Pedidos ao TSE
A campanha de Lula sustenta que os fatos podem configurar uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio Bolsonaro, a ação cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice na chapa.
A petição pede uma liminar para preservar registros junto à Meta e à Shopee e identificar os responsáveis pelos perfis. Também solicita a suspensão dos links usados para as vendas.
Entre os pedidos está ainda a cassação do registro da chapa e a declaração de inelegibilidade dos investigados por oito anos. A ação foi apresentada pela campanha de Lula ao TSE.








