O Avante se apresenta como um partido de centro e adota uma estratégia baseada na negociação política. A legenda ajusta suas alianças conforme o cenário eleitoral e a composição do Congresso Nacional, sem seguir uma linha ideológica rígida.
A sigla ganhou destaque ao lançar o escritor e psiquiatra Augusto Cury como candidato à Presidência da República em 2026. A proposta é se colocar como alternativa à polarização, com um discurso voltado à pacificação do país e à saúde mental.
Da origem ao novo nome
O partido foi criado em 1989, com o nome de Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB). A formação veio de uma dissidência de integrantes do antigo PTB que divergiam da condução da legenda nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Por quase três décadas, o PTdoB concentrou sua atuação na eleição de prefeitos e vereadores e teve pouca força nas articulações federais. Em 2017, a direção adotou o nome Avante, em uma tentativa de renovar a identidade do partido e se afastar da imagem associada às antigas estruturas políticas.
Atuação no Congresso
Na prática, o Avante funciona como uma legenda capaz de reunir parlamentares com posições diferentes. O partido não exige alinhamento total a pautas liberais ou estatizantes. As decisões são influenciadas pela governabilidade e pelas alianças regionais.
Essa flexibilidade permite negociações por espaços em comissões, secretarias estaduais e agências federais. A orientação das bancadas também considera acordos com o governo federal, a liberação de recursos e a execução de emendas para as bases eleitorais dos filiados.
Alianças variadas
O deputado federal Luis Tibé (MG) preside nacionalmente o Avante. Nas eleições de 2022, a legenda participou da coligação que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O partido também chegou a avaliar a candidatura presidencial de André Janones, que recuou e apoiou Lula.
Ao mesmo tempo, a sigla abriga o senador bolsonarista Marcos do Val (ES). Para 2026, a candidatura de Augusto Cury representa uma tentativa de manter palanques independentes e negociar apoios diferentes nos estados.
Em Pernambuco, o partido firmou aliança para a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Na Bahia, trabalha para ampliar sua bancada estadual.
Pelo estatuto e pela atuação no Congresso, o Avante rejeita a classificação como partido de direita ou de esquerda. A legenda cita princípios como nacionalismo cívico, solidarismo cristão e justiça social, reunindo parlamentares conservadores nos costumes e outros voltados a políticas de bem-estar.
A estratégia é manter liberdade para formar maiorias, ampliar a rede de prefeitos e vereadores e preservar espaço nas negociações políticas.






