O copiloto acusado de esfaquear o comandante do voo FZ1073 foi identificado como Hamam al-Hammami, cidadão de Omã. Fontes ligadas à investigação afirmam que ele não tinha permissão para pilotar no país onde nasceu, por suspeita de ter adotado visões ideológicas radicais.
Mesmo com a restrição, al-Hammami foi contratado pela Flydubai e passou a operar a rota entre os Emirados Árabes Unidos e Israel. O voo saiu de Dubai com destino a Tel-Aviv na última quarta-feira, 30.
Na quinta, 1º, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou que o copiloto havia sofrido “radicalização islâmica”, mas não apresentou provas. Em uma mensagem de vídeo divulgada na sexta, 2, Netanyahu afirmou: “Estamos investigando se ele foi enviado, e quem o enviou pagará um preço muito alto”.
A possibilidade de envolvimento do Irã também foi mencionada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No final da quinta, ele disse que o país faria um grande ataque contra o Irã caso fosse confirmada a responsabilidade de Teerã pelo atentado. Trump afirmou considerar provável a participação iraniana.
O ataque provocou uma crise no setor aéreo da região e levantou dúvidas sobre a segurança da aviação. O governo de Israel emitiu alertas para o espaço aéreo local, enquanto voos que saíam dos Emirados Árabes Unidos só voltaram a pousar em Israel neste sábado.
Dubai passou a ser um destino popular entre israelenses depois que a cidade e Tel-Aviv estabeleceram relações diplomáticas em 2020, como parte dos Acordos de Abraão. O acordo, mediado pelos Estados Unidos, tinha o objetivo de normalizar as relações entre Israel e países árabes.








