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Maioria dos votos válidos define vitória no primeiro turno
Foto: Plenário da Câmara dos Deputados Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Política

Maioria dos votos válidos define vitória no primeiro turno

Presidente, governador e prefeito de cidade maior precisam superar metade dos votos válidos para evitar o segundo turno.

A vitória no primeiro turno para cargos do Poder Executivo depende da maioria absoluta: o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos. A regra vale para presidente, governador e prefeito de município com mais de 200 mil eleitores registrados.

Antes do cálculo, a Justiça Eleitoral retira da conta os votos brancos e nulos. Abstenções também não entram na definição do resultado. Assim, a porcentagem de cada candidato é calculada apenas sobre os votos válidos.

Como funciona a conta

Em uma eleição hipotética com 100 mil eleitores, se 20 mil votos forem brancos ou nulos, restarão 80 mil votos válidos. Nesse caso, o candidato precisará de 40.001 votos para ser eleito no primeiro turno.

Por isso, a quantidade absoluta necessária pode cair quando há muitos votos inválidos ou abstenções. Votos brancos e nulos não são transferidos para o candidato que lidera. Eles apenas deixam de fazer parte da base usada no cálculo.

A ideia de que mais de 50% de votos nulos cancela automaticamente a eleição também é incorreta. Mesmo que 90% da população anule o voto, a decisão será tomada pelos 10% que votaram validamente. Uma nova eleição pode ocorrer quando mais de 50% dos votos são anulados pela Justiça Eleitoral por fraude do candidato vencedor, e não por escolha do eleitor na urna.

Cargos e regras diferentes

Em municípios com menos de 200 mil eleitores registrados, a eleição para prefeito segue a maioria simples. Nesse sistema, vence quem tiver um voto a mais que o segundo colocado, mesmo sem alcançar metade dos votos válidos.

A exigência de maioria absoluta foi adotada com a Constituição de 1988, durante o processo de redemocratização. Antes disso, na República de 1946, a maioria simples estava em vigor. Juscelino Kubitschek, por exemplo, foi eleito presidente em 1955 com cerca de 36% dos votos.

Desde 1997, os votos em branco não são contabilizados para o candidato vencedor nem para a legenda partidária. Na apuração atual, votos brancos e nulos têm o mesmo efeito prático: não entram na soma dos votos válidos.

A necessidade de superar 50% dos votos válidos também influencia as campanhas. Quando o líder se aproxima dessa marca, partidos podem defender o voto útil e tentar atrair eleitores de candidatos que aparecem em terceiro ou quarto lugar. Adversários, por sua vez, podem concentrar esforços para retirar votos do favorito e levar a disputa ao segundo turno.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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