Guarulhos, Domingo, 11 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% Guarulhos 19°C 18° / 28°
PSB se posiciona na centro-esquerda e aposta em alianças amplas
Foto: Congresso Nacional, em Brasília Roque de Sá/Agência Senado
Política

PSB se posiciona na centro-esquerda e aposta em alianças amplas

Partido combina defesa de políticas sociais, diálogo com o setor produtivo e alianças que vão além da esquerda tradicional.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) é classificado como uma legenda de centro-esquerda. O partido defende pautas associadas à social-democracia, ao progressismo e à presença do Estado em áreas estratégicas da economia e do desenvolvimento.

Ao mesmo tempo, a sigla atua como uma ponte entre a esquerda tradicional e o centro político. O PSB reúne lideranças ligadas ao movimento sindical e nomes vindos do conservadorismo moderado, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, identificado com a centro-direita antes de integrar a legenda.

Origem e reconstrução

As raízes do partido estão na Esquerda Democrática, criada na década de 1940 por intelectuais, jornalistas e ativistas. Em 1947, o grupo passou a se chamar Partido Socialista Brasileiro. A proposta era defender as liberdades civis e políticas, sem aderir ao comunismo de influência soviética nem ao liberalismo econômico das elites conservadoras.

João Mangabeira foi uma das lideranças históricas da sigla e participou de campanhas como a defesa do monopólio estatal na extração de petróleo.

Depois do golpe militar de 1964, o partido foi extinto pelo Ato Institucional nº 2. Lideranças perderam direitos políticos ou foram para o exílio, enquanto a estrutura partidária permaneceu desmobilizada e clandestina durante os governos militares.

A refundação ocorreu em 1985, conduzida por políticos de oposição ao regime. Com a Constituição de 1988, o PSB voltou a disputar eleições formais. Sob a liderança de Miguel Arraes, ampliou sua base a partir da região Nordeste para outras partes do país.

Atuação e alianças

No Congresso Nacional, as bancadas do PSB costumam apoiar propostas de distribuição de renda e de reforço dos serviços públicos. Em temas econômicos, porém, a legenda mantém maior flexibilidade e dialoga com a indústria, o agronegócio e outros setores produtivos.

A estratégia também aparece nas alianças eleitorais. O partido busca candidatos e representantes de centro, além de disputar governos em regiões com perfis diferentes. Em alguns casos, lança nomes próprios contra o Partido dos Trabalhadores (PT), tentando alcançar eleitores que rejeitam o petismo, mas apoiam propostas sociais.

A relação com o PT combina parceria federal e disputa por espaço no campo progressista. As siglas mantêm apoio consolidado para repetir a chapa presidencial nas eleições de 2026, enquanto negociam posições e candidaturas nas esferas regionais.

Direção e identidade

O prefeito do Recife, João Campos, preside nacionalmente o PSB e é apresentado como um dos principais nomes de renovação da legenda. Geraldo Alckmin representa a interlocução do partido com eleitores moderados do Sudeste e a atuação junto ao Palácio do Planalto.

O número eleitoral registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é 40. As cores da identidade visual são vermelho, amarelo e branco, e o símbolo histórico é um pombo da paz.

Entre as pautas defendidas pela bancada estão o ensino público, os direitos trabalhistas e a transição ecológica. Deputados também apoiam medidas relacionadas à inovação tecnológica e ao desenvolvimento sustentável dos grandes centros urbanos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5