Flávio Nantes Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, se apresenta como pré-candidato à Presidência nas eleições de 2026. Filiado ao Partido Liberal (PL), ele tenta consolidar o nome como uma das principais lideranças do campo conservador e organizar o eleitorado antipetista.
A carreira política começou em 2002, quando foi eleito para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), aos 21 anos. Durante quatro mandatos consecutivos como deputado estadual, defendeu policiais militares, o endurecimento penal e posições contrárias a políticas de direitos humanos voltadas à população carcerária.
Nesse período, passou por PP, PTB, PSC e PSL. Também enfrentou desgaste com as investigações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações atípicas de assessores, no caso conhecido como rachadinhas. Depois, adotou uma atuação menos estridente e mais voltada à negociação nos bastidores.
Atuação no Senado
Flávio assumiu uma cadeira no Senado Federal em 2019. Na Casa, tornou-se titular da Comissão de Assuntos Econômicos e da Comissão de Constituição e Justiça. Sua atuação é descrita como alinhada ao liberalismo econômico, com defesa da redução da intervenção estatal, de privatizações e da flexibilização de leis trabalhistas e ambientais.
Na área de costumes, mantém posições conservadoras. É contrário à legalização do aborto, à descriminalização das drogas e a políticas educacionais focadas em identidade de gênero. Apesar da retórica do bolsonarismo nas redes sociais, também mantém diálogo com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e com partidos de centro.
Disputa pelo campo conservador
No PL, Flávio depende de negociações com Valdemar Costa Neto e lideranças do Centrão para influenciar a estrutura partidária. A inelegibilidade de Jair Bolsonaro, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abriu uma disputa pelo eleitorado conservador.
Entre os nomes que também buscam espaço estão Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Romeu Zema, de Minas Gerais. Para fortalecer sua pré-candidatura, Flávio tem ampliado agendas pelo Brasil e apresentado propostas como reformas no Judiciário e o fim da reeleição.
O senador está no PL desde o final de 2021. Na economia, apoia reformas administrativas, cortes de gastos públicos, privatizações de estatais e a simplificação do sistema tributário para o setor produtivo. Em relação ao STF, adota uma postura mais cautelosa e institucional, priorizando a negociação política em impasses jurídicos ligados ao seu grupo.








