As operações do aeroporto internacional de Riade, na Arábia Saudita, foram suspensas neste sábado (10) após um ataque que deixou vários feridos. A autoridade de aviação civil informou que o terminal ficaria fechado temporariamente para a avaliação dos danos e a verificação da segurança das instalações.
Uma fonte diplomática afirmou que um míssil lançado pelos houthis, movimento apoiado pelo Irã, atingiu o aeroporto por volta das 15h locais (9h no horário de Brasília). O grupo, porém, ainda não assumiu a autoria do ataque.
Uma fonte hospitalar disse que cinco pessoas estavam internadas em unidades de terapia intensiva e que o total de feridos chegava a “dezenas”. Um familiar relatou que parte das lesões foi provocada pela explosão de vidraças. Três testemunhas disseram que o aeroporto estava sendo evacuado.
Uma testemunha afirmou ter ouvido uma explosão enquanto aguardava o embarque. Outra disse ter visto o impacto, que deixou feridos e provocou pânico entre os passageiros. “Todo mundo corria”, relatou uma testemunha que estava no portão 403 e viu o impacto no portão 401.
As autoridades de saúde determinaram uma mobilização de médicos para atender a emergência. As embaixadas dos Estados Unidos, do Canadá, da Alemanha e da Espanha recomendaram que seus cidadãos evitassem o aeroporto e suas instalações. Um alto diplomata ocidental afirmou que diversas representações proibiram os deslocamentos de seu pessoal de e para o terminal durante a próxima semana.
Os houthis já haviam atacado repetidamente o aeroporto e reivindicado bombardeios na quinta-feira, que deixaram três mortos, incluindo um piloto da companhia aérea nacional Saudia. O governo saudita raramente reconhece publicamente que esses ataques atinjam alvos civis.
Conflito no Iêmen
A tensão aumentou após o fim de uma trégua de quatro anos negociada pela ONU. A Arábia Saudita apoia militarmente o governo iemenita e participa da guerra civil no país vizinho.
No Iêmen, forças governamentais apoiadas por Riade avançavam contra os houthis em áreas próximas ao Estreito de Bab el Mandeb. O governo anunciou uma contraofensiva para recuperar territórios controlados pelo grupo, que confirmou os ataques, mas afirmou ter repelido a ofensiva. As declarações dos dois lados não foram verificadas de forma independente.








