RIade — A companhia aérea estatal Saudia Airlines informou que um de seus pilotos morreu e que uma aeronave foi danificada nos ataques contra o aeroporto de Riade. A autoridade saudita de aviação civil confirmou que três cidadãos sauditas morreram nas ações realizadas na véspera.
Em comunicado, a autoridade afirmou que o aeroporto foi atingido por "dois ataques, dirigidos contra as instalações aeroportuárias e uma aeronave da companhia Saudia". Também houve vários feridos de diferentes nacionalidades.
Os houthis reivindicaram três bombardeios contra o aeroporto e recomendaram que as companhias aéreas evitassem o espaço aéreo saudita. Os operadores do terminal pediram aos passageiros que verificassem se os voos continuavam programados.
Danos em Riade
Além do aeroporto, uma creche e um complexo médico da cidade foram danificados nos ataques de quinta-feira, segundo as autoridades sauditas. As explosões eram ouvidas em Riade, enquanto diplomatas estrangeiros buscavam abrigo e escolas internacionais adotavam medidas de segurança.
Os Estados Unidos pediram que seus cidadãos mantivessem a "máxima vigilância". Funcionários americanos também foram proibidos de ir ao aeroporto sem uma "autorização especial".
A Arábia Saudita apoia o governo do Iêmen, enquanto os houthis são descritos como um grupo pró-Irã. As hostilidades se intensificaram em setembro, depois que os combatentes tomaram a faixa costeira do Mar Vermelho ao fim de uma ofensiva relâmpago.
Conflito no Iêmen
Ao todo, seis pessoas morreram nos últimos dias em ataques reivindicados pelos houthis contra aeroportos sauditas. A ofensiva ocorre em meio à ampliação da participação saudita no conflito iemenita, retomado em julho.
Mais de 400 pessoas morreram desde o início, na última segunda-feira, da operação "Amanhecer do Iêmen", conduzida pelas forças governamentais com apoio da aviação saudita.
Uma fonte militar ligada ao governo iemenita afirmou que uma operação para retomar o Estreito de Bab el-Mandeb estava em andamento. A passagem marítima liga a Ásia à Europa por meio do Canal de Suez. A fonte disse que os combates eram violentos e que os avanços eram limitados.








