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Coalizão saudita diz ter interceptado míssil lançado contra Riade
Foto: Sauditas acusam houthis de disparar míssil contra Riade Mohammed HUWAIS/AFP
Mundo

Coalizão saudita diz ter interceptado míssil lançado contra Riade

Explosões foram registradas durante a madrugada, e um incêndio atingiu um depósito de combustível perto do aeroporto da capital saudita.

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita afirmou neste sábado (19) que os houthis do Iêmen lançaram um míssil balístico contra Riade. A Força Aérea saudita declarou ter interceptado e destruído o projétil durante o amanhecer.

Duas explosões foram ouvidas na capital, e um depósito de combustível com a logo da Aramco pegou fogo perto do aeroporto. Bombeiros apagaram as chamas. Durante a manhã, voos foram cancelados ou sofreram atrasos, mas o tráfego aéreo voltou ao normal à tarde.

O porta-voz da coalizão, Turki al Malki, também afirmou que ataques contra civis e estruturas civis em Bisha, Taif, Farasan e Yanbu foram frustrados pelas defesas aéreas sauditas.

Reivindicação dos houthis

Mais cedo, os houthis reivindicaram ataques contra locais sensíveis em Riade. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, disse no Telegram que a operação usou mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. Segundo ele, a ação foi uma resposta às tentativas sauditas de atacar Saná.

O grupo também reivindicou uma operação contra instalações da petroleira estatal saudita em Yanbu, cidade portuária no Mar Vermelho.

Um alerta enviado aos moradores de Riade pouco antes das 3h00 locais orientou a população a permanecer em casa. O aviso indicava uma ameaça aérea hostil. Um morador de 27 anos disse que ouviu o alarme e sentiu as janelas tremerem.

Conflito no Iêmen

Os houthis controlam parte do Iêmen e avançaram sobre áreas mantidas pelo governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita. O grupo também ampliou sua presença no litoral do Mar Vermelho, incluindo áreas próximas ao Estreito de Bab el Mandeb.

A guerra começou em 2014, quando os houthis tomaram Saná e outras regiões. Em março de 2015, a Arábia Saudita liderou uma intervenção militar. Uma trégua alcançada em 2022 foi rompida em julho.

Nas últimas horas, confrontos entre forças governamentais e combatentes houthis deixaram 48 mortos: 17 soldados e 31 integrantes do grupo, conforme informações de fontes militares dos dois lados.

Desde a retomada dos combates, a ONU calcula que mais de 112.000 pessoas deixaram suas casas. Quase 3.000 fugiram pelo mar em direção ao Djibuti, do outro lado do Estreito de Bab el-Mandeb.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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