Um tribunal do Iraque condenou um açougueiro a 10 anos de prisão por vender carne de porco como se fosse bovina em Najaf, cidade sagrada xiita. A sentença foi anunciada nesta segunda-feira (14).
O Conselho Judicial Supremo do Iraque informou que o homem foi detido com 75 quilos de carne de porco. O produto era comercializado como carne bovina. Para o tribunal, a venda configurou oferta de carne imprópria para consumo humano.
“O Tribunal Criminal de Najaf condenou um indivíduo a 10 anos de prisão por vender carne imprópria para consumo humano”, afirmou o Conselho Judicial Supremo do Iraque.
Base da condenação
A decisão foi fundamentada em uma lei de 1998 que criminaliza a venda de carne de cachorro, burro ou de qualquer outro tipo considerada imprópria para consumo humano. A legislação iraquiana não proíbe de forma explícita a venda de carne de porco no país, de maioria muçulmana e com uma minoria cristã.
No islã, a carne de porco é proibida e considerada impura. Najaf recebe milhões de peregrinos de várias partes do mundo, que visitam o mausoléu do imã Ali, genro do profeta Maomé.
Um morador da cidade, Ahmad al-Mansouri, contou que comprou um quilo de carne moída e passou a voltar ao estabelecimento depois de considerar o produto de excelente qualidade. Ele estava entre os consumidores enganados.
“Ficamos chocados quando ele foi preso sob a acusação de vender carne de porco”, disse Mansouri. O morador também afirmou, em tom de brincadeira, acreditar que comeu mais carne de porco do que bovina ou de cordeiro nos últimos anos.








