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Açougueiro pega 10 anos de prisão por vender carne de porco em Najaf
Foto: Foto de arquivo mostra carnes expostas em frigorífico Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Mundo

Açougueiro pega 10 anos de prisão por vender carne de porco em Najaf

Homem foi preso com 75 quilos do produto, vendido como carne bovina na cidade sagrada xiita do Iraque.

Um tribunal do Iraque condenou um açougueiro a 10 anos de prisão por vender carne de porco como se fosse bovina em Najaf, cidade sagrada xiita. A sentença foi anunciada nesta segunda-feira (14).

O Conselho Judicial Supremo do Iraque informou que o homem foi detido com 75 quilos de carne de porco. O produto era comercializado como carne bovina. Para o tribunal, a venda configurou oferta de carne imprópria para consumo humano.

“O Tribunal Criminal de Najaf condenou um indivíduo a 10 anos de prisão por vender carne imprópria para consumo humano”, afirmou o Conselho Judicial Supremo do Iraque.

Base da condenação

A decisão foi fundamentada em uma lei de 1998 que criminaliza a venda de carne de cachorro, burro ou de qualquer outro tipo considerada imprópria para consumo humano. A legislação iraquiana não proíbe de forma explícita a venda de carne de porco no país, de maioria muçulmana e com uma minoria cristã.

No islã, a carne de porco é proibida e considerada impura. Najaf recebe milhões de peregrinos de várias partes do mundo, que visitam o mausoléu do imã Ali, genro do profeta Maomé.

Um morador da cidade, Ahmad al-Mansouri, contou que comprou um quilo de carne moída e passou a voltar ao estabelecimento depois de considerar o produto de excelente qualidade. Ele estava entre os consumidores enganados.

“Ficamos chocados quando ele foi preso sob a acusação de vender carne de porco”, disse Mansouri. O morador também afirmou, em tom de brincadeira, acreditar que comeu mais carne de porco do que bovina ou de cordeiro nos últimos anos.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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