WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fechamento imediato do Kennedy Center, em Washington, depois que um juiz federal decidiu que o nome do republicano não poderia aparecer na fachada do centro cultural.
A disputa começou em dezembro de 2025, quando a instituição passou a ser chamada de “Trump-Kennedy Center”. A mudança foi anunciada em 18 de dezembro de 2025 por Karoline Leavitt, então porta-voz do governo. Segundo ela, a decisão havia sido aprovada por integrantes do conselho responsável pelo prédio, formado por aliados de Trump.
A família do presidente John F. Kennedy e a oposição democrata contestaram a legalidade da alteração. O juiz Christopher Cooper afirmou que apenas o Congresso poderia mudar o nome da instituição e determinou a retirada de referências a Trump do prédio, do site e de materiais ligados ao Kennedy Center no prazo de duas semanas.
Decisão judicial
Em junho de 2026, o nome de Trump foi retirado da fachada. A operação foi comunicada pelo diretor executivo Matt Floca, que disse que a instituição removeu toda a sinalização física com o nome do presidente.
Cooper também rejeitou um pedido do conselho de direção e do Departamento de Justiça para suspender a execução da decisão. Mais cedo, o juiz havia barrado a instalação de um novo letreiro com a frase: “Renovado e restaurado pelo presidente Donald J. Trump”. Para Cooper, a proposta contrariava uma decisão anterior.
O magistrado suspendeu ainda a ordem de Trump para fechar o Kennedy Center por dois anos para reformas que deveriam começar em julho. As obras de reparo previstas foram autorizadas, porque a necessidade delas parecia evidente. Cooper afirmou que poderia analisar um novo pedido de fechamento após uma avaliação detalhada dos prós e contras.
Anúncio de Trump
Trump voltou a falar sobre o caso nesta terça-feira (15). Na plataforma Truth Social, afirmou que o conselho concordou em fechar o prédio por motivos de segurança e para iniciar reformas de emergência. O presidente disse que o local só será reaberto com seu nome.
Ele acrescentou que as obras de renovação, descritas como muito amplas e complexas, só poderão começar depois de uma decisão de um alto tribunal sobre a tentativa de rebatizar o centro. Trump também declarou que, se a decisão for mantida pela Suprema Corte dos Estados Unidos, a reforma não será realizada.
A nova direção do Kennedy Center também eliminou espetáculos de drag e eventos de celebração da comunidade LGBTQIA+. Em contrapartida, promoveu conferências da direita religiosa e convidou artistas cristãos. Depois dessas mudanças, vários artistas cancelaram apresentações previstas para o fim do ano.
Em comunicado, o Kennedy Center afirmou que a decisão do conselho prioriza a segurança.








