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Impasse no júri encerra julgamento de Lindsay Clancy nos Estados Unidos
Foto: Reuters
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Impasse no júri encerra julgamento de Lindsay Clancy nos Estados Unidos

A decisão não absolve a ré, e a Procuradoria ainda avalia se vai reapresentar as acusações ou negociar um acordo.

O juiz William Sullivan anulou nesta sexta-feira (4) o julgamento de Lindsay Clancy, acusada de matar os três filhos nos Estados Unidos em 2023. A decisão veio depois que o júri não chegou a um consenso sobre a culpa ou a inocência da ré.

A presidente do colegiado informou ao juiz que o impasse persistia após duas tentativas de alcançar uma decisão unânime. Segundo ela, um dos jurados demonstrava dúvida, mas não estaria seguindo as orientações da corte sobre o conceito de dúvida razoável.

A defesa pediu a retirada desse jurado, mas Sullivan negou o requerimento e anulou o julgamento.

Próximos passos

A anulação não representa uma absolvição. Clancy continua ré, e o caso pode ser levado novamente ao tribunal. A Procuradoria também pode apresentar acusações relacionadas a outros crimes ou tentar um acordo com a acusada.

O procurador Timothy Cruz afirmou que não haverá uma decisão imediata sobre o futuro do processo. A próxima sessão do tribunal está marcada para o dia 29.

Nos Estados Unidos, acordos desse tipo podem envolver a confissão de culpa em troca de uma sentença mais leve. No julgamento encerrado, a Procuradoria pedia a condenação por homicídio em primeiro grau. Em Massachusetts, esse crime pode levar à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Acusação e defesa

Clancy, enfermeira de 36 anos, foi acusada de estrangular os filhos Cora, 5, Dawson, 3, e Callan, oito meses, em janeiro de 2023. Depois, tentou cometer suicídio, sobreviveu e ficou paraplégica.

A defesa sustentou que ela estava sob efeito de psicose pós-parto. Os advogados também apresentaram o depoimento do ex-marido sobre problemas de saúde mental de longa data, as tentativas de buscar ajuda e o uso de ansiolíticos e antidepressivos.

Dias depois do crime, Clancy disse ter ouvido uma voz ordenando que matasse as crianças, segundo a defesa.

A acusação tentou mostrar, ao longo de seis dias, que ela sabia da gravidade dos atos e havia planejado as mortes. Os procuradores afirmaram que Clancy pediu ao então marido que saísse para comprar comida e ir à farmácia por tempo suficiente para cometer o crime.

Um psicólogo ouvido pela Procuradoria disse ter concluído, após examinar Clancy, que ela estrangulou os filhos por acreditar que eles sofreriam sem ela.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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