Olivia Wilde voltou à cena pública com dois filmes apresentados no Festival de Sundance: O Convite, que ela dirigiu e protagonizou, e I Want Your Sex, de Gregg Araki. Os projetos marcam uma nova etapa criativa e pessoal para a atriz e cineasta.
Wilde passou um período afastada, viajando, lendo livros, assistindo a filmes e deixando a poeira baixar. Durante esse tempo, comparou sua pausa ao pousio, prática agrícola de deixar a terra descansar para recuperar nutrientes. “Depois do que passei, eu poderia ter simplesmente voltado à ativa imediatamente. Mas tirei um tempo para revolver o solo”, afirmou.
Dois filmes, dois desafios
Em I Want Your Sex, Wilde interpreta uma artista performática envolvida em uma relação de BDSM com o assistente, vivido por Cooper Hoffman. O longa é o trabalho mais recente de Araki.
Já O Convite é uma comédia de costumes baseada em Sentimental, filme espanhol de 2020. A história acompanha um jantar entre dois casais que sai do controle. Wilde divide o elenco com Seth Rogen, Penélope Cruz e Edward Norton.
O Convite chegou aos cinemas brasileiros em julho. A O2 Play anunciou que I Want Your Sex será disponibilizado em outubro. O primeiro filme foi comprado pela A24 por US$ 12 milhões, enquanto a Magnolia adquiriu o longa de Araki depois do festival.
Wilde inicialmente queria apenas dirigir O Convite. A convite de Rogen e Norton, porém, aceitou interpretar Angela, uma mulher tensa e preocupada em impressionar os vizinhos. Para ela, o papel foi uma forma de escapar da obrigação de ser vista como objeto de desejo. “Eu me senti… liberta”, disse.
Antes das filmagens, o elenco e os roteiristas passaram duas semanas desenvolvendo o material. As conversas sobre medos, arrependimentos e relacionamentos ajudaram a transformar o projeto em uma obra mais autoral do que uma simples refilmagem.
Wilde já prepara outro longa em Londres. Ela revelou apenas que será uma comédia e disse estar mais tranquila e se divertindo com o próprio trabalho.








