A atividade física intensa é uma das situações em que suplementos podem fazer parte da complementação nutricional, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda assim, praticar esporte não significa que a pessoa precise usar proteínas, creatina ou qualquer outro produto.
A decisão depende do objetivo, da alimentação e da rotina individual. Quando existe uma deficiência nutricional identificada ou dificuldade para alcançar determinada necessidade apenas com a comida, o suplemento pode ser usado com orientação de um profissional de saúde.
O que os suplementos fazem
Esses produtos pertencem à categoria de alimentos e são voltados a pessoas saudáveis. Eles podem reunir vitaminas, minerais, proteínas, aminoácidos, fibras, creatina, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos, conforme a regulamentação sanitária.
A apresentação pode ser em cápsulas, comprimidos, pós ou líquidos, mas isso não transforma o suplemento em medicamento. A Anvisa informa que esses produtos não devem ser usados para prevenir, tratar ou curar doenças.
O suplemento também não substitui uma dieta variada. A função é complementar a alimentação quando há uma necessidade específica. Consumir uma quantidade maior não significa obter um benefício maior, já que o excesso de certas substâncias pode prejudicar o organismo.
A indicação varia de pessoa para pessoa
Dietas muito restritivas, algumas condições de saúde, determinadas fases da vida e alterações metabólicas podem aumentar a necessidade de nutrientes. A avaliação também pode considerar idade, alimentação, uso de medicamentos e, quando necessário, exames.
Por isso, não existe uma vitamina ou um produto indispensável para toda a população. Pessoas com doenças ou condições específicas devem procurar um profissional de saúde habilitado antes de usar suplementos.
A pergunta mais útil não é qual produto seria o melhor, mas se há uma necessidade que justifique o consumo. Tomar vários produtos ao mesmo tempo, sem saber a finalidade de cada um, não substitui uma avaliação individual.
Atenção às promessas na internet
A Anvisa alerta que suplementos não podem ser divulgados como solução para emagrecimento, aumento da imunidade, melhora do foco, ganho de massa muscular, ansiedade, insônia, queda de cabelo ou tratamento de doenças. Essas alegações não são permitidas para a categoria.
Em 2026, a agência também alertou para conteúdos manipulados por inteligência artificial e recomendações de influenciadores na promoção de medicamentos e suplementos. A orientação é não escolher um produto apenas porque alguém afirma ter alcançado determinado resultado.
Como conferir antes da compra
A embalagem deve identificar o item como “SUPLEMENTO ALIMENTAR” e trazer informações obrigatórias, como composição e indicação de público. A Anvisa orienta conferir o rótulo e consultar a situação do produto nos sistemas da agência.
Também é preciso desconfiar de promessas milagrosas ou de alegações de cura. Produtos irregulares podem conter substâncias não autorizadas ou que não passaram por avaliação de segurança.
O interesse pelo tema atingiu, em 2026, o maior nível já registrado pelo Google no Brasil, conforme dados do Google Trends. Mesmo com a alta nas buscas, a necessidade de suplementação continua sendo individual e deve começar pela análise da alimentação.








