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Densitometria óssea: idade e fatores de risco definem indicação
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Densitometria óssea: idade e fatores de risco definem indicação

Exame avalia a densidade dos ossos e pode ser indicado antes da idade de rotina em pessoas com maior risco de fraturas.

A densitometria óssea mede a densidade mineral dos ossos e ajuda a avaliar osteoporose, osteopenia e risco de fraturas. Como a perda óssea pode avançar sem sintomas, a indicação depende da idade, do sexo e do histórico clínico — não de uma regra única para todo mundo.

Quando o exame costuma ser indicado

De forma geral, mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70 anos devem discutir a realização do exame. Essa referência aparece nas orientações da FEBRASGO e em protocolos usados na rede pública.

A avaliação pode acontecer antes disso quando há fatores que aumentam o risco de perda de massa óssea ou de fraturas. Entre eles estão fratura após trauma de baixo impacto, menopausa precoce, deficiência de hormônios sexuais, baixo peso, histórico familiar de fratura de quadril, tabagismo e uso prolongado de determinados medicamentos, especialmente corticoides.

Também entram nessa análise doenças que interferem no metabolismo ou na formação dos ossos, condições que provocam má absorção de nutrientes e algumas doenças endócrinas e inflamatórias. A presença de um desses fatores não determina automaticamente a realização do exame. A decisão depende da avaliação clínica.

A menopausa merece atenção porque a redução dos níveis de estrogênio está associada à aceleração da perda de massa óssea. Ainda assim, a menopausa, sozinha, não significa que toda mulher precise fazer densitometria imediatamente. Mulheres com menos de 65 anos na pós-menopausa podem ter indicação quando apresentam fatores de risco importantes. Em caso de dúvida, a FEBRASGO recomenda considerar ferramentas como o FRAX-Brasil.

Como funciona e como interpretar

Durante o procedimento, a pessoa fica deitada enquanto o equipamento faz as medições. O exame usa uma quantidade muito pequena de radiação, normalmente avalia a coluna lombar e o fêmur proximal e não exige cortes ou injeções.

O resultado não deve ser analisado isoladamente. Um dos parâmetros conhecidos é o escore T, que compara a densidade mineral óssea com a de uma população adulta jovem de referência. Valores reduzidos podem indicar osteopenia ou osteoporose, mas os termos não são sinônimos. O diagnóstico também considera a idade, o sexo, o histórico clínico e outros fatores.

Uma fratura por fragilidade pode ser um sinal importante de fragilidade óssea. Por isso, quem sofreu uma fratura após um trauma que normalmente não causaria lesão semelhante não precisa esperar chegar à idade de rotina para buscar avaliação. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde foi atualizado em 2025, com o anexo atualizado em janeiro de 2026.

Repetição e prevenção

Não existe uma frequência única para repetir a densitometria. O intervalo depende do resultado anterior, do risco de fratura, da existência de osteoporose e do acompanhamento profissional. Para quem tem diagnóstico ou está em tratamento, a periodicidade pode ser diferente da indicada numa avaliação inicial.

A prevenção envolve alimentação adequada, atividade física regular, manutenção de peso saudável e redução de fatores prejudiciais, como tabagismo e consumo excessivo de álcool. Suplementos de cálcio ou vitamina D não devem ser iniciados por conta própria. A necessidade deve ser avaliada conforme a alimentação, os exames e as características de cada pessoa.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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