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Como reduzir o desconforto de quem passa muitas horas em pé
Esportes

Como reduzir o desconforto de quem passa muitas horas em pé

Movimento, pausas, calçado confortável e alternância de postura ajudam a diminuir a sobrecarga durante a jornada.

Passar muitas horas em pé pode causar pernas pesadas, pés doloridos, cansaço e desconforto na lombar. O problema não é ficar em pé por si só, mas permanecer parado na mesma posição, com pouca chance de caminhar, mudar de postura ou descansar.

Uma revisão que reuniu 49 estudos e mais de 88 mil participantes encontrou associação entre ficar em pé por mais de quatro horas durante o trabalho e sintomas na região lombar. Pesquisas também relacionam a permanência prolongada a desconfortos nos membros inferiores.

Movimento durante o expediente

O NIOSH, órgão americano de pesquisa em saúde ocupacional, aponta o movimento dinâmico como uma das estratégias mais promissoras para reduzir problemas associados à permanência prolongada em pé. Sempre que a tarefa permitir, caminhe alguns passos, alterne o apoio entre as pernas e mude de atividade.

Não é necessário buscar uma postura perfeita para toda a jornada. O mais importante é evitar ficar imóvel durante horas. Um pequeno apoio para um dos pés pode ajudar a variar a posição, desde que o apoio também não vire uma postura fixa.

Se houver uma cadeira ou um banco de apoio disponível, use-os quando for possível. Sentar por alguns minutos muda a carga sobre as pernas e os pés. Uma pausa também pode significar caminhar, trocar de tarefa ou alterar a posição do corpo.

Atenção aos pés e ao calçado

Os pés sustentam o corpo durante o trabalho e merecem atenção. O calçado deve ter ajuste confortável, permitir o movimento dos dedos e oferecer estabilidade. Um modelo apertado pode aumentar a pressão em determinadas áreas, enquanto um calçado folgado demais pode dificultar o equilíbrio.

Uma revisão sistemática publicada em 2026 analisou características de calçados usados por trabalhadores que passam muito tempo em pé. Os resultados sugerem que materiais mais macios podem reduzir impacto e fadiga, enquanto solas mais rígidas podem oferecer estabilidade, mas aumentar a pressão em algumas regiões.

O piso também pode influenciar o conforto. Tapetes e superfícies com algum amortecimento aparecem entre as intervenções estudadas, mas a solução precisa manter estabilidade e segurança. Não há uma palmilha, calçado ou acessório que funcione para todas as pessoas.

Dor e inchaço merecem atenção

O NIOSH cita o inchaço nas pernas entre os problemas associados à permanência prolongada no trabalho. Movimentar as pernas e evitar longos períodos parado pode ajudar, mas inchaço intenso, frequente, súbito ou acompanhado de dor e vermelhidão precisa de avaliação profissional. Alterações que aparecem apenas em uma perna também não devem ser automaticamente atribuídas ao trabalho.

Uma revisão publicada em setembro de 2026 avaliou oito estudos e encontrou associação significativa entre permanência prolongada em pé e dor lombar em seis deles. A evidência foi classificada como moderada, com influência de fatores como profissão, tempo de exposição e características dos estudos.

Isso não significa que toda dor lombar tenha origem no trabalho em pé. Carga física, movimentos repetitivos, condicionamento, histórico individual e características da atividade também podem participar do quadro. Dor persistente, progressiva ou que limita movimentos merece investigação.

A carga total também conta

Quem trabalha em pé e pratica esporte precisa considerar o esforço acumulado. Uma pessoa que passa oito horas andando ou parada e depois faz um treino intenso de pernas pode precisar ajustar volume, intensidade ou frequência das sessões. A recuperação faz parte do treinamento.

Trabalho fisicamente ativo e exercício planejado não são a mesma coisa. Uma corrida de 40 minutos não prepara automaticamente o corpo para permanecer oito horas em uma loja, hospital ou cozinha. São demandas diferentes.

A melhor estratégia é alternar: mudar de posição, caminhar quando houver oportunidade e sentar durante as pausas. O cuidado também envolve calçado adequado, ambiente ajustado e atenção aos sinais do corpo. Cansaço ao fim da jornada pode acontecer, mas dor frequente ou persistente não deve ser tratada como parte inevitável da profissão.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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