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Como o movimento influencia memória, atenção e decisões
Esportes

Como o movimento influencia memória, atenção e decisões

Praticar atividade física estimula o cérebro, apoia funções cognitivas e pode contribuir para uma rotina mais saudável.

Praticar esporte não movimenta apenas músculos e articulações. O cérebro também trabalha para interpretar o ambiente, controlar o equilíbrio, coordenar o corpo, tomar decisões e ajustar os movimentos em tempo real.

Uma revisão publicada em 2025 reuniu 133 revisões sistemáticas e mais de 258 mil participantes. O levantamento encontrou efeitos positivos do exercício sobre cognição geral, memória e funções executivas — habilidades usadas para planejar ações, controlar comportamentos e resolver problemas.

Esporte também é atividade cognitiva

Em uma partida de tênis, por exemplo, a pessoa precisa calcular a trajetória da bola, ajustar os passos, posicionar o corpo e escolher como responder. No futebol, é necessário observar companheiros, adversários e espaços antes de decidir o próximo movimento.

Esse processo é diferente de repetir um exercício já conhecido. Aprender uma modalidade nova exige que o cérebro crie relações entre percepção e movimento. Dança, escalada, luta e outros esportes acrescentam novidade, coordenação e tomada de decisão à atividade física.

A mesma revisão analisou 62 meta-análises, com mais de 50 mil participantes, e encontrou melhora estatisticamente significativa em medidas de memória. Isso não significa memorizar qualquer informação instantaneamente, mas indica um efeito médio positivo em determinadas avaliações cognitivas.

A atenção e outras habilidades podem variar conforme a idade, a modalidade, a intensidade e o tipo de tarefa. Por isso, não há uma fórmula que determine um ganho exato para todas as pessoas.

Movimento, descanso e rotina

Ficar alguns dias sem exercício não significa que o cérebro ficará mais lento. O descanso é necessário, e dormir bem faz parte de uma rotina saudável. A preocupação está nos hábitos em que longos períodos de inatividade física ocupam praticamente o dia inteiro.

A Organização Mundial da Saúde considera a atividade física importante para a saúde cerebral e para a prevenção do declínio cognitivo. Para adultos, a recomendação combina atividades aeróbicas moderadas ou vigorosas ao longo da semana com fortalecimento muscular em pelo menos dois dias. Caminhadas, deslocamentos ativos, esportes e tarefas do cotidiano também contam.

A atividade não precisa ser intensa para oferecer estímulo. Exercícios aeróbicos, musculação, dança, yoga, tai chi e jogos com movimento foram incluídos nas análises. Em algumas avaliações, os efeitos foram maiores em intervenções de intensidade baixa e moderada do que nas de alta intensidade.

A prática regular também está relacionada ao humor e à redução de sintomas de ansiedade e depressão. Isso pode favorecer condições melhores para concentração e memória, embora exercício não seja tratamento para qualquer problema psicológico.

No fim, não existe um único esporte ideal para o cérebro. Caminhar, aprender uma modalidade ou variar as atividades oferece diferentes estímulos. O mais importante é encontrar uma forma de movimento que possa ser mantida com regularidade, sem confundir descanso com uma rotina dominada pela inatividade.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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