Guarulhos, Domingo, 11 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% Guarulhos 19°C 18° / 28°
Treino concentrado no fim de semana não elevou risco geral de osteoartrite
Esportes

Treino concentrado no fim de semana não elevou risco geral de osteoartrite

Estudo com 70.608 participantes encontrou diferença apenas no risco de osteoartrite da mão, sem provar relação de causa e efeito.

Uma pesquisa publicada em outubro de 2026 não encontrou diferença estatisticamente significativa no risco geral de osteoartrite entre pessoas que distribuem os exercícios pela semana e aquelas que concentram a atividade em um ou dois dias.

O estudo analisou dados de 70.608 participantes do UK Biobank. Foram comparadas pessoas inativas, praticantes regulares e integrantes do padrão conhecido como “weekend warrior”. Nesse grupo, pelo menos metade da atividade física moderada ou vigorosa era feita nos dois dias mais ativos da semana.

Diferença apareceu nas mãos

Na análise específica da osteoartrite das mãos, o grupo “weekend warrior” apresentou risco 21% maior do que o grupo que distribuía os exercícios regularmente. O resultado não prova que concentrar treinos causa a doença.

Os pesquisadores observaram associações entre os padrões de atividade e a ocorrência de osteoartrite. Como o estudo é observacional, não é possível estabelecer causalidade nem explicar os mecanismos por trás dos resultados. Para osteoartrite geral e do joelho, os padrões ativos tiveram associações semelhantes. Para o quadril, o padrão concentrado apresentou associação inversa, enquanto o resultado do grupo regularmente ativo não foi estatisticamente significativo.

Nos estudos científicos, “weekend warrior” não significa necessariamente treinar apenas no sábado e no domingo. No estudo mais recente, era preciso atingir pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada ou vigorosa e concentrar metade desse volume nos dois dias mais ativos. Esses dias poderiam ocorrer em outros momentos da semana.

A carga precisa ser compatível

A pesquisa não indica que o fim de semana seja perigoso para as articulações. Pessoas ativas dos dois grupos apresentaram menor risco geral de osteoartrite em comparação às inativas.

O cuidado está em evitar uma carga muito acima do condicionamento. Alguém que passou semanas sem correr e decide fazer 20 quilômetros pode submeter o corpo a uma demanda excessiva. O aumento de volume e intensidade deve ser gradual, com adaptação de músculos, tendões, ossos, articulações e sistema cardiovascular.

Quem só tem sábado e domingo pode dividir o volume entre os dois dias ou separar uma sessão longa em períodos menores. Para quem só consegue se exercitar no domingo, alguma atividade ainda pode ser melhor do que permanecer completamente inativo, desde que a carga seja adequada.

Atividade física não precisa ser perfeita

Estudos publicados em 2025 associaram o padrão “weekend warrior” a menor risco de mortalidade em comparação à inatividade. Um deles reuniu mais de 95 mil participantes do UK Biobank. Outra pesquisa, publicada em agosto de 2026, analisou 41.225 participantes e encontrou associação entre esse padrão e menor risco de desenvolver incapacidade.

A distribuição durante a semana pode facilitar o movimento, reduzir longos períodos parado e incluir força, resistência, equilíbrio e mobilidade. Caminhar, subir escadas, fazer tarefas domésticas ou ir a pé a algum lugar também são formas de se movimentar.

A conclusão do estudo não é evitar treinos no fim de semana, mas ajustar frequência, volume e intensidade à capacidade de cada pessoa. A pesquisa não permite afirmar que treinar nesses dias desgasta as articulações.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5