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Treino não elimina o efeito de passar o dia sentado
Esportes

Treino não elimina o efeito de passar o dia sentado

Exercício continua importante, mas pequenas pausas e mais movimento ao longo do dia também ajudam a reduzir o tempo sedentário.

Uma hora de treino é importante, mas não transforma o restante do dia em irrelevante. Quem corre, pedala ou faz musculação pode continuar passando muitas horas sentado — e atividade física não é a mesma coisa que comportamento sedentário.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos façam pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa. Também indica exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana. Em outra referência, a entidade aponta uma faixa de 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada ou 75 a 150 minutos de atividade vigorosa.

Treino e movimento são coisas diferentes

Comportamento sedentário é o tempo acordado gasto sentado, reclinado ou deitado, com baixo gasto de energia. Isso pode acontecer no trabalho, em casa, no transporte e durante o lazer. Ficar diante do computador por horas, passar muito tempo no carro ou permanecer no sofá são exemplos.

O impacto não está em sentar por alguns minutos, mas em manter longos períodos com pouca movimentação. Levantar para beber água, caminhar durante uma ligação, usar escadas ou fazer uma tarefa doméstica são ações leves, mas interrompem o tempo parado.

Uma coorte com mais de 8 mil adultos com 65 anos ou mais relacionou uma rotina de mais de dez horas diárias sentada a um risco maior de mortalidade do que aquela com menos de quatro horas. A análise considerou também a atividade física praticada no tempo livre. Isso não significa que quem trabalha sentado esteja condenado a ter problemas de saúde, mas reforça que exercício e sedentarismo são dimensões diferentes.

Pequenas pausas ao longo do dia

Uma revisão sistemática publicada em 2026 analisou ensaios clínicos sobre períodos curtos de atividade usados para interromper longos intervalos sentados. O foco incluía desconfortos musculoesqueléticos em pessoas com trabalhos sedentários. Essas pausas não substituem um treino estruturado. A proposta é evitar uma sequência prolongada de imobilidade.

A OMS afirma que trocar parte do comportamento sedentário por atividade física de qualquer intensidade, inclusive leve, pode trazer benefícios. Uma caminhada curta não produz o mesmo estímulo de uma corrida, mas é diferente de continuar sentado.

Isso vale para o escritório, o trabalho remoto, o transporte e o período de lazer. Depois do expediente, televisão, celular, videogames e redes sociais podem prolongar o tempo em cadeiras, sofás e camas. Mesmo quem treinou pode passar o restante do dia com pouco movimento.

O exercício segue sendo uma ferramenta importante. Uma corrida, uma sessão de musculação, uma pedalada ou uma atividade de natação continuam valiosas. A ideia não é diminuir o treino, mas observar como o movimento está distribuído pelas 24 horas.

Não é necessário transformar cada pausa em exercício nem contar todos os passos. O objetivo pode ser mais simples: evitar longos períodos seguidos sentado e encontrar oportunidades realistas para caminhar, levantar ou mudar de posição. Treinar é uma parte do dia; movimentar-se mais fora do treino é outra.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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