O exercício continua fazendo bem ao coração, mas pode exigir mais do organismo quando a temperatura sobe. Durante a atividade, o corpo precisa manter o esforço dos músculos e, ao mesmo tempo, controlar o próprio aquecimento.
Para dissipar calor, os vasos sanguíneos próximos à pele se dilatam e recebem mais sangue. O suor também ajuda a resfriar o corpo, mas provoca perda de líquidos. Com menos volume de sangue circulando, o coração precisa trabalhar mais para manter a circulação.
A American Heart Association explica que, em temperaturas elevadas, a frequência cardíaca aumenta e os vasos sanguíneos se expandem como parte do resfriamento corporal. Durante uma caminhada rápida, corrida, pedalada ou partida esportiva, os músculos já precisam de mais oxigênio e nutrientes. O calor acrescenta uma segunda demanda ao sistema cardiovascular.
Ritmo e hidratação
Uma atividade confortável em uma manhã fresca pode parecer muito mais pesada em um dia quente. O CDC alerta para o aumento do risco de desidratação e de doenças relacionadas ao calor durante exercícios realizados em altas temperaturas.
A recomendação é começar mais devagar, reduzir o ritmo e aumentar a intensidade gradualmente. A hidratação também é importante para ajudar o sangue a chegar aos músculos e apoiar o resfriamento do corpo. Essa atenção vale para atletas e para quem caminha, pedala, joga futebol ou passa bastante tempo ao ar livre.
Pessoas com doenças cardiovasculares, idosos e indivíduos com determinadas condições crônicas podem ter mais dificuldade para lidar com o calor. Alguns medicamentos também interferem na resposta do organismo. Quem usa remédios regularmente e pretende aumentar a atividade física em períodos quentes deve conversar com um profissional de saúde. Medicamentos não devem ser interrompidos por conta própria.
Horário e sinais de alerta
O CDC recomenda limitar atividades ao ar livre no período mais quente, sempre que possível, e priorizar horários mais frescos. A American Heart Association orienta evitar o início da tarde. Outra opção é levar o treino para um ambiente interno durante períodos de calor extremo.
A adaptação ao calor acontece gradualmente e envolve mudanças na transpiração, na circulação e na capacidade de dissipar calor. Mesmo uma pessoa bem condicionada pode ter dificuldades diante de temperatura elevada, umidade, esforço intenso e desidratação.
Fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea, cãibras e sensação de desmaio são sinais para interromper a atividade. O CDC orienta procurar um local fresco nesses casos. Confusão mental, perda de consciência e temperatura corporal muito elevada exigem atendimento médico imediato. O Ministério da Saúde classifica a insolação como uma condição grave, que pode ocorrer quando a temperatura corporal ultrapassa 40 °C.
A atividade física não precisa ser abandonada. O treino pode ser mais curto, menos intenso, feito em outro horário ou transferido para um ambiente fechado. Roupas leves, pausas, hidratação e atenção aos sinais do corpo ajudam a adaptar o exercício às condições do ambiente.








